O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes descumpriu as normas da Justiça Eleitoral ao manusear um telefone celular em frente à urna eletrônica neste domingo (4), em Cuiabá (MT). O magistrado viajou de Brasília à capital mato-grossense para exercer o direito de voto, quando foi registrado utilizando o aparelho no espaço reservado ao eleitor.
A prática infringe a Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbe expressamente o ingresso na cabine de votação com celulares, câmeras ou qualquer equipamento capaz de registrar o voto. A regra determina que o eleitor desligue o dispositivo e o entregue aos mesários antes de se dirigir à urna, garantindo a ilicitude de eventuais coações e a preservação do sigilo do sufrágio.
O caso não foi isolado ao longo do pleito. Mais cedo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também foi flagrado utilizando celular durante a votação. Ao avaliar a situação de Zema, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que as circunstâncias deverão ser apuradas e ressaltou que a conduta pode configurar infração criminal passível de detenção.
Até o fechamento desta reportagem, o gabinete do ministro Gilmar Mendes no STF não havia respondido aos pedidos de esclarecimento sobre o ocorrido.
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