Flávio Bolsonaro, Neymar Jr. e Neymar Pai | Foto: Reprodução
Conversa de fevereiro de 2025 menciona cobranças relacionadas ao filme Dark Horse e a uma negociação com o Santos; mensagem não informa valores nem confirma que os acordos foram fechados.
Publicado 22 de setembro de 2026 às 12:38
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master mostram o publicitário Thiago Miranda relatando a Daniel Vorcaro, em fevereiro de 2025, que o candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Neymar da Silva Santos, pai de Neymar Jr., o estavam cobrando.
A mensagem aparece em uma conversa de 11 de fevereiro de 2025. Miranda pede ajuda a Vorcaro para resolver “a questão do filme e do Santos” e, na sequência, escreve: “Flavio B e Neypai estão me cobrando”. Vorcaro responde “Fala irmão” e chama Miranda para conversar.
As mensagens fazem referência a duas negociações que estavam sendo tratadas naquele período. Uma envolvia o filme Dark Horse, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme informações da CartaCapital. A outra era uma possível parceria comercial entre o Banco Master, o Santos Futebol Clube e Neymar.
No caso do Santos, cartas de intenção enviadas a Vorcaro em 5 de fevereiro de 2025 previam uma proposta de R$ 15 milhões pelo uso da marca do Banco Master em três espaços do uniforme do clube. Dias antes, Miranda havia dito que organizava uma reunião na casa de Vorcaro com Neymar da Silva Santos e pessoas ligadas ao jogador.

As conversas ocorreram no mesmo período em que Vorcaro financiava Dark Horse. Segundo informações divulgadas anteriormente, os repasses para a produção chegaram a R$ 61 milhões. Flávio Bolsonaro já confirmou ter buscado financiamento privado para o filme e negou qualquer oferta ou recebimento de vantagem em troca.
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A mensagem de 11 de fevereiro, porém, não informa quais valores estariam sendo cobrados nem permite concluir que Neymar Jr. ou seu pai tenham se reunido com Vorcaro. Também não comprova, por si só, que os negócios tenham sido concluídos ou que os valores tenham sido pagos.

Após a publicação da reportagem da CartaCapital, Neymar Jr., Neymar da Silva Santos, a NR Sports e a N&N Consultoria divulgaram uma nota contestando as informações.
No comunicado, afirmaram que o conteúdo publicado pelos jornalistas Sérgio Lirio e Vinícius Nunes “não corresponde aos fatos” e lamentaram a divulgação de informações que classificaram como falsas.
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