TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica - TSE
Apenas na primeira quinzena de setembro, a quantidade de levantamentos feitos entre eleitores potiguares já supera o volume de pequisas registradas em grandes colégios eleitorais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia
Publicado 21 de setembro de 2026 às 15:30
O volume de pesquisas eleitorais no Rio Grande do Norte atingiu a marca de 92 levantamentos entre 1º de janeiro e o dia 15 de setembro deste ano, segundo dados da Justiça Eleitoral. Quase uma pesquisa a cada três dias. O custo total dessas sondagens já ultrapassa a marca de R$ 2,29 milhões.
Segundo análise feita pelo NOVO, o número representa um crescimento de 55,9% na comparação com o mesmo intervalo da eleição geral de 2022, quando foram registradas 59 pesquisas no acumulado dos primeiros nove meses do ano.
Apenas na primeira quinzena de setembro, o Rio Grande do Norte já registra 14 pesquisas de intenção de voto oficializadas. A quantidade de levantamentos produzidos no território potiguar supera o volume registrado em grandes colégios eleitorais do país, como São Paulo (10), Rio de Janeiro (7) e Bahia (5).
No cenário nordestino, o Maranhão lidera de forma isolada em consultas de opinião pública, somando impressionantes 49 pesquisas eleitorais em setembro. Em seguida, aparecem o Rio Grande do Norte (14), Pernambuco e Piauí, que registraram 13 pesquisas cada, seguidos por Sergipe, com 12 registros. Os menores volumes de pesquisas no Nordeste foram verificados em Alagoas (7), Ceará (6), Paraíba (6) e Bahia (5).
Para se ter uma ideia do alto volume estudos de amostragem eleitoral, entre maio e agosto de 2022 foram registrados 38 levantamentos. No mesmo intervalo de 2026, o número chega a 60 — uma alta de 57,9%.
O cenário de elevação no número de pesquisas também ajuda a explicar as oscilações nos valores de intenção de voto na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Cinco pesquisas divulgadas na última semana mostram percentuais variados entre os principais candidatos ao Governo do RN: Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL).
A diferença entre as pesquisas mais recentes e os levantamentos anteriores reforça a dificuldade de estabelecer, neste momento, uma fotografia única da disputa. A combinação da liderança de Allyson, da variação nas intenções de voto de Cadu e da estabilidade relativa de Álvaro mantém a disputa pelo Governo do RN como um dos cenários mais imprevisíveis da eleição estadual.
Ainda em relação aos números, agosto foi o mês com a maior concentração de pesquisas em 2026. Foram 25, contra 15 em julho, 13 em maio, 7 em junho, 6 em abril, 9 em março e 3 em janeiro. Em setembro, o número informado é de 14 pesquisas até o momento.
Além do aumento na quantidade, os registros mostram uma movimentação financeira significativa em torno das pesquisas de 2026. Considerando os valores informados para os levantamentos, o custo identificado chega a R$ 2,22 milhões entre janeiro e setembro.
Agosto concentra o maior volume financeiro, com aproximadamente R$ 636 mil em valores registrados. Setembro aparece na sequência, com R$ 438,38 mil, seguido por maio, com R$ 308,94 mil, e julho, com R$ 289,2 mil. Entre os estudos de intenção de voto, há levantamentos registrados por R$ 5 mil, enquanto outros chegam a valores superiores a R$ 100 mil.
Nos últimos 15 dias, as sondagens produziram fotografias bem diferentes do eleitorado potiguar. Na pesquisa Datavero, Allyson tem 37,6%, seguido por Álvaro, com 21,4%, e Cadu, com 21,1%. Na Exatus, o ex-prefeito de Mossoró chega a 41,9%, enquanto Álvaro aparece com 22,2% e Cadu, com 17,6%. O cenário muda na Real Time Big Data: Allyson cai para 30%, Cadu sobe para 25% e Álvaro aparece com 23%. Na Seta, Allyson registra 39,7%, Álvaro tem 22,4% e Cadu aparece com 20,7%. Na Perfil, Allyson tem 36,05%, enquanto Cadu de Lula e Álvaro Dias empatam tecnicamente na margem de erro (2,45 pontos percentuais), com 23,31% e 20,06%, respectivamente.
A divergência entre os números torna especialmente relevante a disputa pelo segundo lugar. Nos levantamentos, Álvaro mantém uma faixa semelhante de intenção de voto, enquanto Cadu apresenta maior variação. Dependendo da pesquisa considerada, o petista aparece atrás ou à frente do candidato do PL.
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