Romeu Zema durante entrevista à GloboNews | Foto: Reprodução/GloboNews

Política

ELEIÇÕES 2026 Zema propõe usar inteligência artificial para diminuir número de juízes e reduzir gastos

Candidato à Presidência pelo Novo afirmou que pretende tornar a máquina pública mais eficiente e também defendeu lista tríplice para escolha de ministros do STF

por: NOVO Notícias

Publicado 6 de agosto de 2026 às 20:25

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quinta-feira (6) que pretende usar inteligência artificial para aumentar a produtividade do Judiciário e reduzir custos da máquina pública caso seja eleito. Em entrevista à GloboNews, o ex-governador de Minas Gerais disse que, com o avanço da tecnologia, seria possível diminuir gradualmente o número de juízes.

A declaração foi dada após ser questionado sobre propostas para o Judiciário. Segundo Zema, uma das metas seria tornar estruturas públicas, como municípios, estados e União, pelo menos 1% mais eficientes por ano. “Tem tanto recurso tecnológico, inteligência artificial no setor privado. No Judiciário, tem muita coisa que um juiz faz hoje que inteligência artificial pode assessorá-lo, e ele ficará muito mais produtivo”, afirmou.

O candidato citou como exemplo a possibilidade de redução do número de magistrados ao longo do tempo. Segundo ele, uma estrutura com cerca de 10 mil juízes poderia ser reduzida gradualmente para 8 mil e depois 6 mil, caso a tecnologia aumentasse a capacidade de trabalho.

Zema, porém, não detalhou quais funções poderiam ser feitas pela inteligência artificial nem explicou se a tecnologia seria usada apenas como ferramenta de apoio ou se poderia participar diretamente de decisões judiciais.

Mudança na escolha de ministros do STF

Durante a entrevista, Zema também defendeu uma mudança no processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato afirmou que, se eleito, pretende adotar o modelo de lista tríplice para as indicações. Atualmente, a escolha de ministros do STF é feita pelo presidente da República, após aprovação do Senado.

Segundo Zema, o objetivo seria ampliar a participação de instituições na seleção dos nomes. Ele citou como exemplo sua experiência como governador de Minas Gerais, quando utilizou listas tríplices para algumas escolhas no estado.

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“Por que o presidente tem tanta liberdade para indicar o advogado dele, o advogado do PT, o ministro dele? Eu, como presidente, quero que chegue para mim uma lista de notáveis”, declarou.

Questionado sobre quais órgãos poderiam participar da elaboração da lista para o STF, Zema afirmou que ainda não possui um modelo definido, mas mencionou instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Congresso Nacional como possíveis participantes.

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