Casos de ciguatera cresceram no Rio Grande do Norte em 2026. | Foto: Reprodução
A Sesap emitiu um alerta sobre o aumento dos casos de ciguatera no RN, uma intoxicação causada pelo consumo de peixes contaminados por uma toxina que não é eliminada pelo cozimento, congelamento ou salga do alimento. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o RN já registrou 141 casos da doença somente no primeiro semestre de 2026, número 60,2% maior que o total contabilizado em todo o ano passado.
O alerta foi divulgado pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), após o monitoramento apontar crescimento das notificações. Em 2025, foram registrados 88 casos da doença no estado.
De acordo com a Sesap, a ciguatoxina é invisível e não altera o cheiro, a cor ou o sabor do peixe, o que dificulta a identificação do alimento contaminado antes do consumo.
No acumulado desde 2022, o RN soma 259 casos notificados, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos registrados. Do total, 113 foram confirmados, 89 permanecem sob investigação, sete são considerados casos isolados e 13 foram descartados.
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Os sinais da intoxicação podem surgir de minutos até 48 horas depois da ingestão do pescado. Os principais sintomas são:
Em casos mais graves, a doença pode provocar alterações cardiovasculares, como queda da pressão e redução dos batimentos cardíacos.
Segundo o monitoramento da Sesap, as espécies mais relacionadas aos registros são:
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