Ronaldo Caiado criticou a postura adotada por Flávio Bolsonaro após divulgação de carta do ex-presidente. | Foto: Reprodução
Pré-candidato do PSD afirma que um presidenciável precisa demonstrar autonomia e critica o fato de Flávio Bolsonaro se apresentar como porta-voz do pai
Publicado 12 de julho de 2026 às 15:15
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que a carta divulgada por Jair Bolsonaro (PL), em que chama Flávio Bolsonaro (PL) de seu “porta-voz”, evidencia uma “extrema fragilidade” da pré-campanha do senador à Presidência. A declaração foi feita durante a 27ª edição do Festival do Japão, em São Paulo, horas depois de Caiado comentar o assunto nas redes sociais.
Segundo Caiado, “nenhum pai negaria ajuda ao filho”, mas a iniciativa reforça a imagem de dependência política de Flávio. Para ele, uma candidatura ao Palácio do Planalto exige demonstração de autonomia para tomar decisões sem depender do aval de outra liderança.
Nas redes sociais, o ex-governador de Goiás afirmou que o contraste entre autonomia e dependência pode se tornar um dos principais temas da disputa eleitoral. “Liderança não se herda, se demonstra”, escreveu.
Caiado também ironizou o fato de Flávio, de 45 anos, ter lido ao vivo uma carta do pai para afirmar que está preparado para disputar a Presidência.
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O pré-candidato do PSD disse ainda que, em uma eventual crise internacional envolvendo países como Venezuela, Bolívia ou Argentina, o Brasil precisaria de um presidente capaz de agir por conta própria. Segundo ele, o eleitor espera um chefe de Estado que tome decisões sem depender da orientação de terceiros.
Mais cedo, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta escrita por Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. No texto, o ex-presidente afirma que o senador é seu “porta-voz” e o chama de “meu pré-candidato”, declarando confiança para “resgatar o Brasil”.
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