Rogério Marinho enfrenta pressão após críticas à condução da pré-campanha de Flávio Bolsonaro

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ELEIÇÕES 2026 Rogério Marinho enfrenta pressão após críticas à condução da pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e influenciadores bolsonaristas criticam a concentração de poder e a centralização das decisões na estratégia de comunicação; dirigentes do PL negam crise e saem em defesa do potiguar

por: NOVO Notícias

Publicado 13 de julho de 2026 às 14:30

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), virou alvo de ataques de integrantes do próprio PL e de setores do bolsonarismo, que questionam a estratégia eleitoral conduzida pelo potiguar.

Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a função, o parlamentar é acusado por parte dos aliados de concentrar decisões políticas e de falhar na comunicação. Uma nova leva de insatisfações surgiu após a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde o pré-candidato à presidência participou de audiência pública, em Washington, sobre as tarifas impostas pelos EUA contra o Brasil.

Nas redes sociais, os ataques ganharam força após a avaliação de que a agenda internacional de Flávio Bolsonaro teve baixo aproveitamento político e de comunicação.

O episódio reacendeu uma disputa interna sobre o comando da estratégia eleitoral da direita. Embora a insatisfação tenha partido inicialmente de aliados do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e de influenciadores conservadores, o debate passou a circular também entre dirigentes do PL e parlamentares de diferentes correntes do campo conservador.

O NOVO procurou o senador para repercutir o assunto, mas não houve retorno até o fechamento da reportagem.

Representantes do PL consideram que Rogério Marinho passou a centralizar excessivamente as decisões e a exercer influência sobre praticamente toda a estrutura da pré-campanha de Flávio, alimentando um movimento para enfraquecê-lo, inclusive nas redes sociais.

Além das críticas à estratégia, Rogério Marinho passou a ser alvo de ironias e de “memes” divulgados entre setores do bolsonarismo. Ele é frequentemente chamado de “CEO da campanha”, em alusão ao perfil considerado centralizador por parte dos críticos.

Os embates com aliados de Eduardo Bolsonaro são constantes. O ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou nas redes sociais que “a campanha de Flávio não existe” e defendeu uma ampla reformulação da equipe de comunicação do presidenciável.

O influenciador Kim Paim também tem atacado publicamente a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Kim chegou a apelidar Marinho de “Frodo”, personagem da obra “O Senhor dos Anéis”, e questionou a estratégia de comunicação e as escolhas de marketing da equipe.

Outro crítico à condução de Rogério Marinho é o influenciador Paulo Figueiredo, um dos principais representantes do bolsonarismo nos Estados Unidos. Ele já afirmou que a equipe desperdiçou a viagem internacional de Flávio Bolsonaro por não organizar encontros políticos, divulgar imagens nem promover uma coletiva de imprensa.

Apesar da pressão, dirigentes do PL saíram publicamente em defesa do senador potiguar. Em entrevistas, o líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que as críticas são “injustas”. No Senado, o líder do partido, Carlos Portinho (PL-RJ), classificou o coordenador como “uma das pessoas mais razoáveis e inteligentes” da legenda.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também defende que a estratégia da pré-campanha tem produzido resultados e cita a recuperação de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto como um dos indicadores do trabalho desenvolvido pela equipe coordenada por Rogério Marinho.

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