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Dados RN apresenta projeção de alta no PIB para o biênio 2026-2027, aponta Santander

Principal segmento da cadeia produtiva local (60,1%), o setor de serviços potiguar apresenta uma evolução de 1,9% e 1,1%, respectivamente, em 2026 e 2027

por: NOVO Notícias

Publicado 13 de julho de 2026 às 12:10

O Rio Grande do Norte apresenta uma projeção de crescimento do PIB no biênio 2026/2027, segundo estudo do Departamento Econômico do Santander. A perspectiva é de uma alta de 1,4% e 0,8%, respectivamente em cada ano.

O levantamento reúne dados do PIB regional do IBGE até 2023 e projeções para o período de 2024 a 2027. Neste ano, as médias regional e nacional têm previsão de fechar em 1,6% e 1,8%, respectivamente, enquanto a projeção para 2027 é de ambas alcançarem 1% de elevação.

Principal segmento da cadeia produtiva local (60,1%), o setor de serviços potiguar apresenta uma evolução de 1,9% e 1,1%, respectivamente, em 2026 e 2027. Os números são próximos às médias regional e nacional: no Nordeste, as projeções são de 1,9% em 2026 e 0,9% em 2027; no Brasil, de 2,0% e 1,0%, respectivamente.

“Setor com maior participação na economia da região, os serviços prestados às famílias devem ter alguma desaceleração à frente. Ainda assim, vemos variações positivas e alinhadas com o agregado nacional nos próximos anos. O mercado de trabalho robusto vem ajudando, embora a restrição nas condições financeiras tenha impactado o setor”, aponta Henrique Danyi, economista do Santander.

Em contrapartida, a indústria do Rio Grande do Norte deve seguir na contramão das demais da região. O estudo do Santander aponta para uma queda em 2026 e 2027 de -0,2% e -0,3%, respectivamente. No mesmo período, a média nacional é de 1,7% em 2026 e 1,5% em 2027; no Nordeste, de 2,1% e 1,9%, respectivamente.

“A indústria tem mantido taxas de crescimento positivas no Nordeste. Apesar do fechamento de plantas na região terem impactado a indústria de transformação, o setor segue mostrando resiliência. A perspectiva para 2026 é favorável, com impulso na demanda no geral no Nordeste”, destaca Rodolfo Pavan, economista do Santander e um dos autores do estudo.

Na agropecuária, há expectativa de retração em 2026 no e leve crescimento em 2027. O segmento vinha de uma projeção de crescimento de 10,0% em 2025, impulsionado pela safra recorde, e deve passar por acomodação nos anos seguintes, com variação de -0,7% em 2026 e leve alta de 0,2% em 2027. O resultado da média nacional e regional, respectivamente, é de 0% e 1% e -1,1% e 0,2%.

“Estimamos que a agropecuária do Nordeste tenha apresentado forte expansão em 2025, na esteira da safra recorde. Para os anos seguintes, projetamos variações mais moderadas”, adianta Pavan.

Esse movimento de moderação, com algumas oscilações, está alinhado ao cenário macroeconômico nacional, mantendo, contudo, taxas positivas de crescimento no geral dos estados. Segundo Pavan, a evolução da atividade econômica regional continuará refletindo fatores nacionais, e eventos climáticos permanecem entre os principais riscos para o cenário projetado, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos anos, com alteração nos padrões de chuva e temperaturas.

“Após crescimento ao redor de 3% nos últimos anos, estimamos que o Nordeste tenha desaceleração gradual em 2026 e 2027, seguindo o comportamento do agregado nacional. Ainda assim, estimamos desempenho superior ao observado na década passada para a região. O desafio à frente deixa de ser crescer mais rápido e passa a ser crescer com menos impulso cíclico, maior heterogeneidade regional e sensibilidade crescente a choques climáticos e financeiros”, conclui Pavan.

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