Neutralidade do PP trava, por enquanto, articulação para Tereza Cristina ser vice de Flávio Bolsonaro. | Foto:
Decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais. Partido informou que a senadora acatou a posição da legenda, que não fará convenção para declarar apoio na disputa presidencial.
Publicado 31 de julho de 2026 às 18:09
A decisão do Progressistas (PP) de permanecer neutro na eleição presidencial deixou sem definição, ao menos por enquanto, a possível entrada da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A posição foi anunciada nesta sexta-feira (31), após consulta aos diretórios estaduais da legenda.
Em nota oficial, o partido informou que a maioria dos diretórios defendeu a neutralidade e, por isso, a direção nacional decidiu não convocar convenção para declarar apoio a qualquer candidatura à Presidência da República. O PP também afirmou que Tereza Cristina foi comunicada da decisão e a acatou.
Nos últimos dias, o nome da ex-ministra da Agricultura vinha sendo tratado como um dos principais para compor a chapa de Flávio Bolsonaro. O próprio senador havia dito que a parlamentar teria aceitado o convite, mas ressaltou que a definição dependeria da posição do partido.
Antes do anúncio do PP, Tereza Cristina já havia afirmado que qualquer decisão dependeria de negociações políticas. Segundo interlocutores, ela condicionou uma eventual candidatura ao compromisso de Flávio Bolsonaro de manter um discurso moderado durante a campanha e ao aval da federação formada por União Brasil e PP.
Ainda de acordo com pessoas envolvidas nas conversas, a senadora também manifestou posição favorável ao sistema eleitoral brasileiro e disse ser contrária a pautas como ataques às urnas eletrônicas. Ligada ao agronegócio, ela também afirmou que o setor tem sido prejudicado pela política comercial adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Nos bastidores, Tereza Cristina teria dito que disputar a Vice-Presidência não era um projeto pessoal, já que seu objetivo inicial seria disputar a presidência do Senado na próxima legislatura. Mesmo assim, sinalizou que poderia aceitar o convite dentro de um projeto político da direita.
Com a decisão do PP de permanecer fora da disputa presidencial neste momento, a composição da chapa de Flávio Bolsonaro segue indefinida e dependerá de novas negociações entre as lideranças partidárias.
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