Investigação identificou a estrutura e o funcionamento da organização criminosa. | Foto: PCRN/Divulgação

Cotidiano

INVESTIGAÇÃO Polícia indicia 17 suspeitos de integrar facção investigada por sequestros, homicídios e “tribunal do crime” em Goianinha

Inquérito aponta que vítima foi sequestrada, interrogada por videochamada e levada para ser executada; cinco investigados seguem foragidos

por: NOVO Notícias

Publicado 7 de julho de 2026 às 11:51

A Polícia Civil indiciou 17 investigados por integrar uma organização criminosa com atuação em Goianinha e cidades da região. Segundo a conclusão do inquérito, o grupo é investigado por crimes como homicídios, sequestros, cárcere privado e ameaças. Cinco suspeitos continuam foragidos da Justiça.

De acordo com a investigação, a organização disputava o controle territorial com uma facção rival e utilizava violência para intimidar adversários. As provas reunidas pela Polícia Civil incluem análises técnicas, perícias e dados extraídos de aparelhos eletrônicos, que permitiram identificar a estrutura da organização e a divisão de funções entre seus integrantes.

Um dos principais desdobramentos da investigação ocorreu após o sequestro de um homem, em dezembro de 2025. Conforme a Polícia Civil, a vítima foi levada para um galpão, mantida amarrada e interrogada por videochamada com lideranças da facção, que buscavam informações sobre o paradeiro do irmão dela, apontado como integrante de um grupo rival.

Na sequência, o homem foi levado para uma área de mata, onde, segundo o inquérito, seria executado. Ele conseguiu reagir, feriu um dos suspeitos e fugiu. Durante a fuga, o investigado deixou para trás uma bolsa com documentos e um celular, que acabou se tornando uma das principais provas da investigação.

A perícia no aparelho revelou, segundo a Polícia Civil, detalhes sobre o funcionamento da organização, incluindo a divisão de territórios entre lideranças, um sistema de arrecadação chamado “Caixa da Cidade”, com cobrança mensal de R$ 150 por integrante, além de registros financeiros e de punições internas.

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Mesmo após as medidas cautelares adotadas durante a investigação, a Polícia Civil afirma que o grupo continuou atuando. Em janeiro de 2026, os investigados teriam invadido a casa da companheira de um integrante de uma facção rival, mantendo a mulher em cárcere privado sob ameaças na presença da filha de um ano e seis meses.

A vítima, segundo a investigação, só não foi morta porque uma viatura da Polícia Militar se aproximou do local, levando os suspeitos a fugir.

Os cinco investigados que seguem foragidos são Julio Souza de Carvalho, conhecido como “Índio”; Robson da Cruz Ferreira; Alin Kael Silva de Melo dos Santos, o “Kael”; Creyson da Silva Santos, o “Creysinho”; e Theles Pereira do Nascimento, conhecido como “Leozinho da Batalha”. A Polícia Civil pede que informações sobre o paradeiro deles sejam repassadas, de forma anônima, pelo Disque Denúncia 181.

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