Segundo a investigação, os responsáveis pelo grupo abriram pelo menos sete igrejas evangélicas no RN e em SP com o dinheiro do tráfico - Foto: Divulgação/MPRN
Um dos principais réus da Operação Plata, investigação do Ministério Público do RN (MPRN) que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu uma nova condenação da Justiça e passou a acumular 99 anos, 11 meses e 10 dias de prisão.
A decisão também determinou a perda dos bens, direitos e valores vinculados aos condenados.
Segundo o MPRN, Geraldo dos Santos Filho, conhecido como Pastor Júnior, foi condenado por nove crimes de lavagem de dinheiro. A investigação aponta que ele e o irmão, Valdeci Alves dos Santos, coordenavam a compra e a transferência de imóveis em nome de familiares para esconder recursos provenientes do tráfico de drogas.
Além da pena de prisão, a Justiça decretou a perda dos bens relacionados aos réus condenados e autorizou a venda antecipada dos bens apreendidos durante a investigação, para evitar a desvalorização do patrimônio. Os condenados poderão recorrer em liberdade.
Valdeci Alves dos Santos também foi condenado por lavagem de dinheiro e passou a somar 31 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.
Outros quatro réus receberam penas que variam entre 3 anos e 6 meses e 6 anos de reclusão, conforme a participação de cada um no esquema. Quatro denunciados foram absolvidos por falta de provas suficientes para condenação.
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De acordo com o Ministério Público, a organização utilizava uma rede de pessoas para movimentar dinheiro em espécie, fracionar depósitos e registrar bens em nome de terceiros, dificultando a identificação da origem dos recursos pelo sistema financeiro.
A investigação reuniu relatórios patrimoniais, quebras de sigilos bancário e fiscal, interceptações telefônicas e material apreendido durante as operações.
Geraldo dos Santos Filho (Pastor Júnior): 99 anos, 11 meses e 10 dias de prisão (pena acumulada)
Valdeci Alves dos Santos: 31 anos, 10 meses e 20 dias (pena acumulada)
Jefferson Santos da Silva: 6 anos de prisão
Francisca Neta dos Santos: 4 anos e 9 meses
Roberto dos Santos: 3 anos e 6 meses (pena substituída por restritivas de direitos)
Érica Cristina da Silva: 3 anos e 6 meses (pena substituída por restritivas de direitos)
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