Padre Francisco Canindé tinha 89 anos — Foto: Prefeitura de Assú/Jean Lopes
Morreu no sábado (31), aos 89 anos, o padre Francisco Canindé dos Santos, no município de Assú, no Oeste potiguar. Com mais de seis décadas dedicadas à vida religiosa na Paróquia de São João Batista, o sacerdote construiu uma trajetória de forte inserção social na região, destacando-se também como professor, gestor escolar, comunicador e maestro de bandas marciais.
As cerimônias de despedida foram iniciadas às 7h deste domingo (1º), na Igreja Matriz de São João Batista, no Centro de Assú. A programação religiosa incluiu uma celebração eucarística às 8h e uma segunda missa agendada para as 16h. O sepultamento está marcado para ocorrer logo após o encerramento da missa da tarde.
Além das funções pastorais, Padre Canindé exerceu papel de destaque na formação acadêmica e cidadã do município. Ele atuou como professor e diretor de duas das mais tradicionais instituições de ensino da cidade: o Instituto Padre Ibiapina (IPI) e o Ginásio Pedro Amorim. Na área da comunicação, dirigiu e trabalhou como radialista nos microfones da Rádio Princesa, emissora local do Vale do Açu.
O reconhecimento pelo trabalho educacional e comunitário culminou, em setembro deste ano, com a entrega do título de Professor Honoris Causa concedido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) — honraria acadêmica de alta distinção destinada a personalidades que contribuíram de maneira expressiva para a educação e a sociedade.
Manifestações de pesar
Em nota oficial, a Diocese de Santa Luzia de Mossoró, à qual a paróquia é vinculada, enfatizou o compromisso de Francisco Canindé com a comunidade ao longo de 60 anos de vida sacerdotal: “Padre Canindé não apenas anunciou a Palavra de Deus. Caminhou com seu povo, defendeu causas sociais, incentivou a educação e ajudou a construir a história do Vale do Açu”.
A Prefeitura de Assú também emitiu comunicado lamentando o falecimento e ressaltando a marca deixada pelo religioso na formação de várias gerações locais: “Padre Canindé deixa um legado de fé, serviço e amor ao próximo. Seu nome e sua história permanecerão eternizados na memória de Assú e de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”.
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