Meta remove perfil de série com Fábio Porchat sobre o Banco Master; ASSISTA AO VÍDEO

Cotidiano

CENSURA Meta remove perfil de série com Fábio Porchat sobre o Banco Master; ASSISTA AO VÍDEO

Plataforma alegou descumprimento de padrões, mas não detalhou motivo; produção aborda relações entre instituição financeira, Igreja Lagoinha e políticos

por: NOVO Notícias

Publicado 23 de setembro de 2026 às 11:23

A Meta removeu do Instagram o perfil oficial do projeto “Revelando”, responsável pela veiculação de uma série de reportagens que relaciona o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e lideranças políticas. De acordo com o coletivo de produtores, a plataforma comunicou apenas que a conta “não segue os padrões” do serviço, sem especificar qual diretriz teria sido violada. Procurada, a Meta informou que não comentará a decisão.

O episódio derrubado nas redes, intitulado “Grandes Igrejas, Master Negócios”, é apresentado pelo humorista Fabio Porchat. O material foi desenvolvido por meio de parceria entre o podcast Calma Urgente — que inclui o humorista Gregório Duvivier — e coletivos como ICL Notícias, Mídia Ninja e 342 Artes. Após a publicação, o vídeo superou a marca de 1 milhão de visualizações em 24 horas e alcançou o topo do ranking de tendências do YouTube.

Com pouco mais de 30 minutos de duração, a reportagem adota linguagem dinâmica para traçar as relações financeiras em torno da família de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O ponto de partida é o casamento de Natália Vorcaro com o empresário e pastor Fabiano Zettel, realizado há oito anos sob a celebração do pastor André Valadão, dirigente da Igreja Batista da Lagoinha.

O documentário aborda cerca de três décadas de doações financeiras da família à congregação religiosa e examina a posterior abertura de operações de crédito, negócios empresariais e pontes políticas. O roteiro apoia-se em investigações da Polícia Federal que apuram a atuação de Zettel como suposto operador financeiro.

A produção cita ainda a proximidade de figuras públicas com os investigados, entre eles o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira e a advogada Viviane Barci de Moraes. A narrativa do documentário faz a ressalva factual de que todos os episódios permanecem sob investigação policial e que não existem condenações judiciais contra os citados.

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