Lula atribuiu à pressão popular a mudança de posição do PL sobre a escala 6x1. | Foto: Reprodução
Presidente relacionou as manifestações nas ruas ao apoio de Flávio Bolsonaro ao fim da escala 6×1; votação da proposta está prevista para esta quarta-feira (14), no Senado
Publicado 13 de outubro de 2026 às 16:28
O presidente Lula (PT) atribuiu à pressão popular a mudança de posição do PL sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Nesta terça-feira (13), durante evento no Palácio do Planalto, Lula comentou o anúncio feito mais cedo pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, de que votará a favor da proposta.
“Me parece que, depois da pressão da sociedade e depois de todas as manifestações nas ruas desse Brasil, o partido PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, afirmou Lula. Em seguida, acrescentou: “Se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos direitos do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo”.
A declaração ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1 está prevista para esta quarta-feira (14), no Senado.
Flávio mudou de posição depois de criticar a proposta e classificá-la como oportunismo eleitoral. Ao anunciar que votará a favor do fim da escala, o senador também defendeu que o governo federal compense os empresários pelos custos que, segundo ele, poderão surgir com a redução da jornada.
“Os empresários estão sufocados, estão quebrados. Então o governo vai ter que bancar essa compensação”, afirmou.
Na semana anterior, o coordenador-geral de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL), havia declarado que a deliberação da matéria neste momento não seria favorável ao ambiente econômico do país, defendendo a apresentação de projeto próprio com ênfase na livre pactuação contratual.
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A proposta apoiada pelo governo Lula prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
Flávio também defende um modelo alternativo, com maior flexibilidade na organização dos horários e possibilidade de pagamento proporcional às horas trabalhadas. As duas propostas têm regras diferentes para a jornada e a remuneração dos trabalhadores.
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