Governo diz que vai decidir futuro da Casa da Estudante e admite volta como moradia. | Foto: Divulgação

Cotidiano

EDUCAÇÃO Governo admite avaliar retomada da Casa do Estudante “como moradia” após ocupação

Estado afirma que fará levantamento da demanda e diz que prédio também está previsto para receber a Casa da Juventude Potiguar

por: NOVO Notícias

Publicado 14 de julho de 2026 às 18:55

O Governo do Estado informou nesta terça-feira (14) que fará um levantamento para avaliar a possibilidade de “retomada como moradia estudantil” da antiga Casa da Estudante, em Natal, após o prédio ser ocupado por movimentos sociais e estudantis no último sábado (11).

Segundo a Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), a definição sobre o futuro do imóvel dependerá de estudos técnicos, levantamento da demanda e análise da viabilidade administrativa e orçamentária.

A pasta afirmou que a avaliação será feita por uma comissão e que a eventual destinação para moradia deverá ocorrer com base em “dados objetivos, transparência e adequada gestão da política pública”.

O Governo informou que pretende mapear a necessidade de vagas para estudantes da rede estadual e da Universidade do Estado do RN (UERN). Também afirmou que buscará diálogo com a Universidade Federal do RN (UFRN) e outras instituições públicas de ensino.

Apesar da possibilidade de retorno da moradia estudantil, a SEMJIDH confirmou que o prédio também está planejado para sediar a Casa da Juventude Potiguar, um equipamento voltado para ações de qualificação profissional, cultura, cidadania e prevenção às violências.

Segundo o Governo, a decisão pelo novo equipamento considera a localização do imóvel e sua “vocação para atendimento ao público jovem”, dentro do Projeto CAIS Juventudes.

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A Casa da Estudante foi ocupada por integrantes dos movimentos Rebele-se, Correnteza e Olga Ramalho, que reivindicam a retomada do espaço para estudantes do interior que cursam graduação em Natal.

De acordo com a SEMJIDH, o prédio estava fechado desde a saída das últimas moradoras, após o período da pandemia e registros de invasões criminosas. O Governo informou ter investido cerca de R$ 430 mil na recuperação da estrutura, concluída em 2023.

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