Flávio Bolsonaro fez críticas a programas sociais em discursos na Alerj entre 2003 e 2020. | Foto: Reprodução

Política

ELEIÇÕES 2026 Flávio criticou gastos com o Bolsa Família e chamou farmácias populares de “politicagem”

Na Alerj, Flávio criticou gastos com farmácias populares e o Bolsa Família; na campanha presidencial, nega que pretenda acabar com o Farmácia Popular federal

por: NOVO Notícias

Publicado 13 de outubro de 2026 às 14:38

Em 2004, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro chamou de “politicagem” os gastos do governo com farmácias e restaurantes populares. Mais de duas décadas depois, como candidato à Presidência pelo PL, ele nega que pretenda acabar com o Farmácia Popular federal e promete ampliar a entrega de medicamentos em casa.

Na declaração de 13 de outubro de 2004, Flávio pediu que o governo estadual parasse de “usar o dinheiro dos nossos impostos para ficar simplesmente torrando em restaurantes e farmácias populares para fazer politicagem”. Na época, os estabelecimentos eram mantidos pelo governo do Rio e vendiam medicamentos e refeições a preços populares. A crítica, portanto, não era dirigida ao programa federal de mesmo nome.

As críticas aos programas sociais também apareceram em outros discursos, conforme o ICL Notícias. Um levantamento de 694 registros de falas de Flávio na Alerj, entre 2003 e 2020, identificou ao menos oito pronunciamentos, de 2003 a 2011, com ataques a políticas de assistência social. Entre os alvos estavam o Bolsa Família e o Renda Melhor, programa estadual de transferência de renda.

Em 14 de setembro de 2006, ao defender um projeto de laqueadura e vasectomia gratuitas na rede pública, Flávio afirmou que o Bolsa Família estimularia famílias pobres a ter mais filhos. “Muitos pais irresponsáveis acabam sentindo-se estimulados a colocar cada vez mais filhos no mundo, por incentivo do próprio governo”, declarou na ocasião.

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Em 2011, Flávio foi o único deputado a votar contra o Renda Melhor na Alerj. O programa foi aprovado por 54 votos a um. Nas redes sociais, ele chamou o benefício de “bolsa-farelo” e, em plenário, defendeu que o pagamento não tivesse caráter permanente.

Na campanha presidencial atual, Flávio afirma que pretende melhorar o Farmácia Popular, com entrega de remédios em casa e avisos pelo celular sobre os horários da medicação. Também nega a intenção de acabar com o Bolsa Família. O histórico dos discursos, porém, mostra as críticas que ele fez a programas de transferência de renda e a serviços populares quando exercia mandato no Legislativo fluminense.

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