Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil para os Estados Unidos durante a madrugada. | Foto: Reprodução

Política

REVELADO Ex-agente israelense, passaportes e vans: os detalhes da fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Reportagem do Fantástico mostrou três registros migratórios em nome do senador em 34 minutos, uma van com um ex-integrante do Mossad e outra com a família Bolsonaro. A viagem aos EUA custou US$ 150 mil, segundo a apuração

por: NOVO Notícias

Publicado 2 de novembro de 2026 às 08:26

Uma van, três registros migratórios em 34 minutos e um ex-integrante do serviço de inteligência de Israel. A reportagem do Fantástico, exibida neste domingo (1º), revelou novos detalhes da fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos na terça-feira (27), menos de 48h após a derrota do senador para o presidente Lula (PT) nas eleições 2026. A operação envolveu aviões particulares, duas vans e uma estrutura de transporte que está sob investigação.

Um dos pontos que chamaram a atenção foram os registros do sistema de imigração argentino. O nome de Flávio aparece três vezes associado à mesma van, em lançamentos feitos às 22h37, às 22h40 e às 23h11.

O primeiro registro foi feito com o passaporte italiano do senador. O segundo utilizou dados de sua carteira de motorista, enquanto o terceiro foi lançado com o passaporte brasileiro. Segundo o Fantástico, os dois últimos registros foram cancelados pelo sistema argentino. Apenas a entrada com o documento italiano permaneceu válida.

Ex-integrante do Mossad estava em outra van

Outro personagem que apareceu na investigação é o israelense Menachem Booky Halevy, identificado pela reportagem como ex-integrante do Mossad, serviço de inteligência de Israel.

Ele estava em uma segunda van que atravessou a fronteira sete minutos antes do veículo associado à família Bolsonaro. O ex-integrante da inteligência israelense é investigado por suspeita de participação na operação.

O motorista dessa segunda van, Neri Luiz Dala Corte, afirmou ao Fantástico que foi contratado para levar dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú. Ele disse não saber quem eram os passageiros e negou ter transportado integrantes da família Bolsonaro.

Flávio e a família teriam seguido caminhos diferentes

A reportagem também detalhou os deslocamentos da família. A esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal saíram de Brasília em um avião com destino a Cascavel, no Paraná. De lá, seguiram de van até a Argentina, atravessando a fronteira por Foz do Iguaçu.

Uma das linhas investigadas aponta que Flávio teria deixado Brasília às 5h05 do dia 27 de outubro em um jato particular. A aeronave teria pousado em San Fernando, na região de Buenos Aires, às 8h40. Depois, ele teria seguido em outro voo privado para Puerto Iguazú.

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A principal hipótese apresentada pelo Fantástico é que o senador tenha chegado ao aeroporto argentino de avião e aguardado a família dentro da aeronave. Depois, todos teriam seguido juntos para os Estados Unidos.

Jato até Miami custou 150 mil dólares

O trecho internacional foi feito em um jato executivo da empresa argentina Baires Fly. Segundo informações apresentadas na reportagem, o fretamento até Miami custou US$ 150 mil, com pagamento intermediado por uma conta nos Estados Unidos.

A movimentação no aeroporto de Puerto Iguazú também chamou a atenção de jornalistas argentinos. Um repórter do canal C5N relatou ter visto veículos policiais e caminhonetes com placas diplomáticas no entorno do aeroporto.

Na Argentina, a deputada Marcela Pagano cobrou explicações sobre possíveis irregularidades nos procedimentos de imigração e no deslocamento da comitiva.

A defesa de Flávio Bolsonaro negou irregularidades e afirmou ao Fantástico que as informações sobre a viagem não eram oficiais nem haviam sido confirmadas pelo senador.

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