Frente que apoia reeleição de Lula diz que fé do ministro não deve ser usada para levantar suspeitas contra “irmãos" | Foto: Reprodução

Brasil

STF Evangélicos cobram Mendonça por transparência e imparcialidade no caso Master

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito afirma que a fé do ministro não deve ser usada para lançar suspeitas sobre outros religiosos e cobra transparência nas investigações

por: NOVO Notícias

Publicado 10 de setembro de 2026 às 14:14

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que apoia a reeleição do presidente Lula (PT), cobrou transparência e imparcialidade na condução das investigações do caso Master pelo ministro André Mendonça, do STF. Em carta aberta divulgada nesta quinta-feira (10), a entidade afirmou que a fé do magistrado não deve ser usada para lançar suspeitas sobre outros religiosos.

A Frente também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” durante o período eleitoral. Segundo o movimento, a divulgação fragmentada de informações pode alimentar diferentes versões dos fatos, atingir adversários e acabar transformando a investigação em instrumento político.

“A verdade não pode aparecer aos pedaços, escolhida conforme a conveniência do momento”, afirma a carta.

Frente pede fim do sigilo

A Frente pediu ainda a retirada do sigilo das investigações do caso Master, para que documentos, mensagens, decisões e relações entre os envolvidos sejam de conhecimento público.

Na carta, a Frente afirma que o mesmo critério deve valer para todos, “sejam aliados, adversários, ministros, candidatos ou irmãos na fé”.

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Mendonça é pastor presbiteriano e atua como auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros. Na semana passada, o ministro divulgou um vídeo em que agradeceu as mensagens de apoio e as orações recebidas de fiéis em meio às críticas e manifestações relacionadas ao caso.

O caso Master

Em 1º de setembro, Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou conversas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Além do caso Master, Mendonça é relator de outras investigações de repercussão política. Entre elas estão o caso das fraudes no INSS, o inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e dois inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A Frente reúne integrantes de diferentes denominações, como presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos e pentecostais. No fim da carta, a entidade faz um apelo por transparência e afirma: “O Brasil precisa saber o que aconteceu. Tudo o que aconteceu”.

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