Mario Frias é alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10) | Foto: Isac Nóbrega/PR
Deputado é alvo de busca e apreensão em investigação sobre suspeitas de irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ligadas a entidade relacionada à produção do filme “Dark Horse”
Publicado 10 de setembro de 2026 às 13:56
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado federal Mario Frias (PL-SP) de deixar o Brasil sem autorização judicial. A decisão foi tomada no âmbito da Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) para investigar suspeitas de irregularidades no uso de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produtora do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dino também determinou que os investigados não mantenham contato entre si. Ao todo, a operação cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), há indícios de irregularidades na destinação e na utilização dos R$ 2 milhões em emendas parlamentares indicados por Mario Frias. A Polícia Federal apura se parte dos recursos foi efetivamente utilizada e se há documentação fiscal que comprove os gastos.
Frias é produtor executivo do filme e foi secretário especial de Cultura durante o governo Bolsonaro. Em manifestação enviada ao STF em maio, o deputado negou que as emendas tenham sido destinadas ao financiamento do filme e afirmou que os recursos tiveram finalidade social.
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A empresária Karina Gama, responsável pela produção do longa, também é alvo da investigação. Segundo a PF, parte dos valores teria sido direcionada a empresas subcontratadas sem comprovação de que os serviços previstos foram efetivamente realizados.
O caso também é investigado em outras frentes no Supremo. Em junho, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação que investigou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos envolvendo a produtora Go Up Entertainment. Os dados apreendidos naquela ação foram posteriormente disponibilizados à Polícia Federal, com autorização do STF, e passaram a integrar a investigação federal.
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