Allyson e Cadu separados por 13 mil votos | Foto: Assessorias
A campanha eleitoral para o segundo turno da disputa pelo Governo do RN começou oficialmente nesta segunda-feira (5), um dia após a apuração que confirmou a disputa direta entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT).
A primeira etapa do pleito encerrou-se com uma margem de aproximadamente 13 mil votos de diferença entre os dois concorrentes: Allyson terminou na liderança numérica com 36,85% dos votos válidos, somando 727.851 votos, enquanto Cadu alcançou 36,19%, registrando 714.830 preferências.
Agora, o foco da disputa se volta para a conquista do espólio eleitoral de Álvaro Dias (PL), que terminou o primeiro turno com 530.580 votos e ficou em terceiro na disputa estadual. O ex-prefeito de Natal liderou a contagem de votos na capital, com 165.210 votos, o equivalente a 39,69% dos votos válidos.
Cadu de Lula ficou na segunda posição na capital, com 147.509 votos (35,43%), seguido por Allyson, que apareceu em terceiro em Natal, com 101.941 votos (24,49%). Na capital potiguar, a diferença entre Álvaro e Cadu foi de 17.701 votos, enquanto a distância entre Álvaro e Allyson chegou a 63.269 votos.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
O candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil, Allyson Bezerra, declarou que a disputa em segundo turno contra Cadu de Lula (PT) confrontará de maneira direta os projetos de continuidade e de mudança administrativa no Rio Grande do Norte. Em pronunciamento à imprensa, o ex-prefeito de Mossoró sustentou que o resultado das urnas expressou um descontentamento majoritário com a atual gestão estadual.
Em sua análise sobre o pleito, Allyson destacou que a soma dos votos destinados às chapas de oposição ultrapassou 60% dos sufrágios válidos no estado. “Mais de 60% do Rio Grande do Norte disse que quer mudar. Essa resposta que o estado deu hoje foi muito clara”, afirmou o candidato, acrescentando que esse índice abre caminho para aglutinar diferentes segmentos da sociedade e forças partidárias em torno de seu programa de governo para o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro.

O postulante do União Brasil afirmou que a segunda etapa da campanha permitirá aos eleitores uma comparação mais evidente entre as candidaturas. Ao direcionar críticas à atual gestão de Fátima Bezerra (PT), o candidato apontou gargalos na malha viária, filas e superlotação em hospitais regionais, indicadores de segurança pública e desempenhos desfavoráveis no setor educacional, afirmando que sua postulação representará a alternativa técnica a esse cenário.
Durante a manifestação, o ex-prefeito também fez referências indiretas à atuação do PSOL no processo eleitoral, criticando a candidatura de Professor Robério Paulino, que renunciou na reta final para declarar adesão ao projeto governista de Cadu de Lula. Allyson classificou a movimentação adversária como uma tentativa de atuar a serviço da máquina estadual durante os debates e disse que o novo momento do pleito impedirá esse tipo de estratégia.
Questionado sobre o cronograma de campanha a partir desta segunda-feira, Allyson declarou que o trabalho eleitoral e as articulações políticas começam de forma imediata. O candidato informou que manterá contato tanto com os deputados e aliados que conquistaram mandato nas eleições legislativas quanto com os concorrentes que não foram eleitos, afirmando valorizar o papel de cada apoiador na construção de sua primeira disputa majoritária em âmbito estadual.
O candidato ao Governo do Estado pelo PT, Cadu de Lula, retomou nesta segunda-feira (05) a campanha pelo segundo turno das eleições estaduais. No domingo, o petista alcançou mais de 718 mil votos, o equivalente a 36,16% dos votos válidos apurados pela Justiça Eleitoral, garantindo a continuidade na disputa pelo Palácio Potengi contra Allyson Bezerra (União Brasil).
Durante o pronunciamento aos apoiadores, Cadu convocou a base eleitoral a intensificar as ações de campanha. “Chegou a hora da gente pegar essa energia que a gente colocou até agora e duplicar, triplicar. Chegou a hora da decisão. Vamos às ruas, vamos às redes e vamos à vitória”, discursou o candidato, associando o projeto local ao palanque nacional ao afirmar que trabalhará pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela vitória de sua própria chapa no Rio Grande do Norte.

Em sua fala, o postulante fez questão de prestar solidariedade pública à governadora Fátima Bezerra. Cadu afirmou que setores adversários articularam manobras políticas para inviabilizar os planos eleitorais da gestora para o Senado, mas destacou que o resultado das urnas confirmou a força de sua base ao eleger Samanda de Lula para a bancada federal e garantir a presença petista na decisão do governo estadual.
Mais tarde, em entrevista coletiva concedida à imprensa, Cadu de Lula contestou as projeções prévias de concorrentes e avaliou que o crescimento de sua votação na reta final refletiu a adesão dos eleitores ao seu programa administrativo. “A gente terminou empatado porque o povo está se conectando com o nosso projeto, encontrando verdade, brilho no olho e compromisso. A política é uma ferramenta para mudar a vida das pessoas, e não a nossa vida”, declarou.
Ao projetar o confronto direto com o candidato do União Brasil, o petista definiu a etapa final da eleição como uma consulta popular de projetos opostos de gestão. “A gente precisa fazer esse plebiscito entre quem tem compromisso com o estado ou quem usa a política em benefício próprio. Tenho certeza de que o segundo turno vai florescer ainda mais e a gente vai ganhar essas eleições”, concluiu Cadu.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias