Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Marinho recebeu o apoio do correligionário, que fugiu para os EUA. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Marinho recebeu o apoio do correligionário, que fugiu para os EUA. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Política

DO RN Bancada do PL lança Rogério Marinho para a presidência do Senado

O líder oposicionista defendeu a tramitação da anistia a Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro sem interferência de outros Poderes. Além disso, Marinho defendeu a abertura do voto na eleição interna da Casa

por: Com informações da Folha de São Paulo

Publicado 4 de novembro de 2026 às 16:12

A bancada do PL oficializou, nesta quarta-feira (4), em Brasília, o nome do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), como candidato à presidência do Senado. A eleição para o comando da Casa legislativa está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

O encontro reuniu 33 parlamentares, e o senador potiguar destacou a meta de consolidar mais de 40 votos. Na próxima legislatura, o PL terá a maior bancada do Congresso, com 29 cadeiras, somando ainda o apoio formal de três senadores do Novo e articulações dentro do PP e do Republicanos.

No campo da oposição e do centrão, Marinho divide o pleito com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também busca viabilizar candidatura. Os dois mantêm um acordo prévio para afunilar a corrida em janeiro, momento em que o nome com menor viabilidade deve abrir mão para unificar os votos contra a reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A senadora sul-mato-grossense articula apoios por meio do agronegócio, da bancada feminina e de parlamentares de centro. Embora o lançamento do nome de Marinho tenha gerado descontentamento em setores do PP, o líder da oposição ressaltou que mantém diálogo com a correligionária e que ambos convergirão no momento oportuno.

Pautas e posicionamento

Durante o discurso à bancada, Marinho direcionou duras críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que atuará para equilibrar as propostas enviadas pelo Palácio do Planalto. O parlamentar declarou também que não será omisso na análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso haja caracterização de crime de responsabilidade.

O líder oposicionista defendeu a tramitação da anistia a Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro sem interferência de outros Poderes. Além disso, Marinho defendeu a abertura do voto na eleição interna da Casa para dar transparência ao processo e evitar traições na bancada de oposição.

Articulações da oposição e do Planalto

Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Marinho recebeu o apoio do correligionário, que está nos Estados Unidos. A oposição busca o comando da Mesa Diretora para implementar sua agenda e consolidar lideranças nacionais junto ao governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Já Davi Alcolumbre busca a reeleição amparado em alianças com a base governista e conversas com alas do centrão e da oposição. Embora a federação entre PP e União Brasil tenha sinalizado apoio ao atual presidente, senadores das siglas não foram consultados com antecedência e evitaram endossar publicamente a decisão.

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