Ativistas denunciam ameaças contra homossexuais enviadas por mensagens de WhatsApp

Cotidiano

Perigo Ativistas denunciam ameaças contra homossexuais enviadas por mensagens de WhatsApp

Disparos simulam canal oficial para difundir intimidações com menções a execuções e perseguição política durante o segundo turno

por: NOVO Notícias

Publicado 8 de outubro de 2026 às 13:48

Lideranças políticas e ativistas de direitos humanos de Maceió (AL) denunciaram a circulação de mensagens de teor homofóbico e intimidador enviadas por contas falsas que simulam a comunicação oficial do Governo Federal no WhatsApp e por SMS. Os disparos fraudulentos utilizam a identidade visual do portal institucional gov.br e trazem links que direcionam para o domínio governamental para tentar conferir credibilidade aos textos ameaçadores.

O conteúdo das mensagens simula comunicados formais do poder público com linguagem violenta, fazendo referências a supostas reservas em “campos de concentração” e ironizando a escolha de músicas para execuções sumárias em razão da orientação sexual dos destinatários.

A denúncia foi divulgada pelo ativista Gustavo Marinho por meio de vídeos em redes sociais, nos quais exibiu capturas de tela recebidas por contatos locais e alertou para a tentativa de disseminação de medo entre minorias políticas durante o período de campanha do segundo turno presidencial.

Em manifestação pública sobre o episódio, Marinho classificou os disparos como criminosos e pediu que as vítimas preservem os números remetentes para subsidiar denúncias formais às autoridades competentes.

O material apresentado não possui comprovação técnica sobre a autoria das linhas telefônicas utilizadas nos envios nem elementos que permitam atribuir os ataques a comitês de campanha específicos ou a grupos partidários determinados.

O uso fraudulento de símbolos e marcas de órgãos públicos federais associado à veiculação de ameaças configura crimes de falsa identidade, estelionato, ameaça e discriminação por homofobia, conduta equiparada ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Especialistas e defensores da causa orientam os usuários que receberem esse tipo de abordagem a não interagir com os números remetentes, registrar boletins de ocorrência junto à Polícia Civil e reportar os perfis às equipes de moderação das plataformas digitais.

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