Declaração de Daniela Marques foi dada durante entrevista à CBN Bahia. Foto: Reprodução

Declaração de Daniela Marques foi dada durante entrevista à CBN Bahia. Foto: Reprodução

Política

Eleições “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família”, diz coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro

A declaração foi concedida em entrevista à CBN Bahia, na qual Marques explicou que a medida visa permitir que o cidadão abra o próprio negócio ou consiga emprego com carteira assinada, mantendo o direito ao retorno automático ao programa caso não permaneça na vaga

por: Com informações do UOL

Publicado 19 de outubro de 2026 às 16:27

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, anunciou que a proposta de governo do candidato prevê a criação de uma regra de transição de dois anos para os beneficiários do Bolsa Família. A declaração foi concedida em entrevista à CBN Bahia, na qual Marques explicou que a medida visa permitir que o cidadão abra o próprio negócio ou consiga emprego com carteira assinada, mantendo o direito ao retorno automático ao programa caso não permaneça na vaga.

Segundo a economista, o objetivo é garantir segurança durante a busca por autonomia financeira. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade. É justamente nisso que a gente quer focar, esse é o coração do plano do Flávio”, afirmou Marques, destacando o papel da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste na oferta de crédito aos pequenos empreendedores.

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O plano econômico também contempla uma proposta emergencial voltada para a reestruturação de dívidas de famílias e de pessoas jurídicas. A medida, de acordo com Marques, prevê um período de carência de seis meses para que as famílias reorganizem suas finanças, além de 12 meses de carência para micro e pequenas empresas recomporem a capacidade de pagamento.

A coordenadora justificou a necessidade da intervenção apontando impactos de ações da gestão federal vigente na economia.

Durante a entrevista, a ex-presidente da Caixa rebateu declarações de adversários de que a chapa cortaria aposentadorias ou benefícios sociais. Ela declarou que os ajustes serão concentrados no corte de desperdícios da máquina pública, citando supersalários, férias de 60 dias, despesas com viagens e deficit em empresas estatais.

Daniella Marques ressaltou que outro pilar da proposta envolve o ajuste das contas públicas para controlar o endividamento e propiciar a redução dos juros reais, apontados por ela como geradores do endividamento geral. Por fim, afirmou que a campanha defende redução de impostos e simplificação da burocracia para abertura de novos empreendimentos no país.

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