Crise no banco digital Ueno deixou milhões de clientes sem acesso às contas e culminou na renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña. | Foto: Reprodução
Colapso do Ueno Bank deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às contas, provocou a prisão de oito dirigentes e aumentou a pressão política sobre Santiago Peña, que anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5)
Publicado 5 de novembro de 2026 às 14:24
O banco digital Ueno Bank, que entrou em colapso no Paraguai, administrava cerca de US$ 850 milhões em dinheiro público e tinha como ex-sócio do grupo controlador o presidente Santiago Peña, que anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5). A crise deixou aproximadamente 3 milhões de clientes sem acesso às contas e provocou uma crise política e financeira no país.
Peña foi sócio do Grupo Vázquez, conglomerado controlador do banco, até março de 2025. A ligação empresarial aumentou a pressão sobre o presidente, que passou a ser alvo de acusações da oposição em meio à crise da instituição.
Entre os recursos públicos administrados pelo Ueno estavam aproximadamente US$ 380 milhões do fundo estatal de previdência e saúde. O restante incluía depósitos de outros órgãos e fundos públicos paraguaios. A existência desses valores aumentou a preocupação sobre a proteção do dinheiro do Estado.
O Banco Central do Paraguai interveio na instituição depois de identificar que seu índice de solvência havia caído para menos da metade do mínimo exigido pela legislação. Com a medida, a administração do banco passou para as autoridades financeiras, enquanto os clientes ficaram sem acesso aos serviços bancários.
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A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e à prisão de oito dirigentes do Ueno Bank. O Ministério Público investiga suspeitas de irregularidades na administração da instituição.
A pressão política aumentou com protestos nas ruas e a apresentação de um pedido de impeachment contra Peña. Nesta quinta-feira (5), após perder apoio político, o presidente anunciou que deixaria o cargo. A renúncia ainda precisa ser aceita pelo Congresso paraguaio. O vice-presidente Pedro Alliana é o indicado para assumir o comando do país.
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