Presidente do Paraguai, Santiago Peña, enfrenta pressão política após crise envolvendo banco digital. | Foto: Reprodução

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CRISE Presidente do Paraguai renuncia após crise bancária que afetou 3 milhões

Santiago Peña enfrenta pedido de impeachment após intervenção em banco digital que tinha cerca de 3 milhões de clientes; presidente foi acionista do grupo controlador até março de 2025

por: NOVO Notícias

Publicado 5 de novembro de 2026 às 13:31

A crise envolvendo um banco digital que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às contas colocou o presidente do Paraguai, Santiago Peña, sob ameaça de impeachment. Nesta quinta-feira (5), o Congresso iniciou a análise do pedido de afastamento, depois que aliados do próprio governo também passaram a apoiar a iniciativa. Peña foi acionista do grupo proprietário da instituição até março de 2025.

O caso envolve o Ueno Bank, que teve as atividades suspensas após o Banco Central paraguaio identificar problemas financeiros e insuficiência de recursos para cumprir suas obrigações.

A instituição pertence ao Grupo Vázquez e administrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos da Previdência Social do Paraguai.

A situação ganhou dimensão política porque Peña tinha ligação empresarial com o grupo controlador do banco. A oposição acusa o presidente de conflito de interesses, manipulação de regras, desvio de recursos previdenciários e acobertamento de irregularidades pelo Banco Central. As acusações ainda precisam ser apuradas.

O pedido de impeachment foi apresentado por 35 deputados. A iniciativa ganhou força depois que lideranças do Partido Colorado, legenda de Peña, retiraram o apoio ao presidente. Para que o processo avance, são necessários votos de dois terços dos parlamentares presentes na sessão.

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A crise também provocou a renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central, a pedido de Peña. Além disso, oito pessoas ligadas ao banco foram presas, e outras 27 foram formalmente acusadas pela Procuradoria paraguaia.

Peña afirmou que os responsáveis pelas irregularidades deverão responder à Justiça e defendeu que os clientes afetados tenham prioridade na recuperação do dinheiro. A Associação de Bancos do Paraguai, por sua vez, informou que as demais instituições financeiras continuam operando normalmente.

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