Allyson terminou com 36,85%, somando 727.851 votos válidos | Foto: Assessoria

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Eleições Despesas de R$ 6,7 milhões colocam campanha de Allyson entre as mais caras da história do RN

Dos R$ 8,05 milhões arrecadados até o dia 20 de outubro, a campanha de Allyson Bezerra já declarou R$ 6,77 milhões em despesas contratadas

por: NOVO Notícias

Publicado 22 de outubro de 2026 às 12:03

A prestação de contas parcial apresentada à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (22), a 72 horas da votação do segundo turno, indica que o candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil, Allyson Bezerra, contratou R$ 6.779.770,08 em despesas de campanha. Os gastos colocam o ex-prefeito de Mossoró com a quinta candidatura mais cara ao Governo do Estado desde 2006, quando as declarações contábeis passaram a constar da plataforma pública DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No entanto, a tendência é que o candidato passe a galgar posições mais altas no ranking de despesas, pois já arrecadou mais de R$ 8 milhões em receitas, segundo os dados fiscais discriminados pela Justiça Eleitoral.

Além disso, termina nesta quinta-feira o prazo para que candidatos façam comícios e atividades de campanha. Com isso, novas despesas poderão ser declaradas pelo candidato. O valor gasto por Allyson já é duas vezes maior que os gastos do concorrente no pleito, Cadu de Lula (PT), que acumula R$ 3.061.501,29.

Em 2006, ano inaugural do sistema digital, Wilma de Faria (PSB) foi reeleita no segundo turno declarando R$ 4.895.066,96 em despesas pagas. Quatro anos depois, em 2010, Rosalba Ciarlini (DEM) conquistou o governo em primeiro turno contabilizando R$ 5.646.040,00 desembolsados durante a campanha.

O recorde absoluto de gastos declarados em uma única disputa majoritária estadual permanece com a campanha de 2014, quando Henrique Eduardo Alves acumulou R$ 26.783.434,40 em despesas, enquanto Robinson Faria (PSD), eleito naquele pleito em segundo turno, registrou R$ 12.229.341,31 contratados.

Nas eleições seguintes, a governadora Fátima Bezerra (PT) sagrou-se vitoriosa em 2018 com R$ 6.937.049,54 aplicados ao final da segunda etapa, ampliando ligeiramente seus investimentos em 2022, quando alcançou a reeleição em turno único com R$ 7.087.111,00 declarados.

Recorde gastos:

Henrique Eduardo Alves (2014) – R$ 26.783.434,40 (Recorde absoluto de gastos em uma única disputa majoritária no estado)

Robinson Faria (2014) – R$ 12.229.341,31 (Eleito no segundo turno naquele pleito)

Fátima Bezerra (2022) – R$ 7.087.111,00 (Reeleição em turno único)

Fátima Bezerra (2018) – R$ 6.937.049,54 (Vitória ao final da segunda etapa)

Allyson Bezerra (Atual / 2º turno) – R$ 6.779.770,08 (Montante parcial contratado na reta final)

Gastos de campanha de Allyson Bezerra

A prestação de contas parcial da campanha de Allyson (União Brasil) ao governo do Rio Grande do Norte escancara uma forte dependência financeira da estrutura partidária. Dos R$ 8,05 milhões arrecadados até o dia 20 de outubro, praticamente tudo — R$ 8 milhão e 5 mil — veio direto dos cofres do partido. O próprio candidato injetou apenas R$ 48 mil do bolso, e a campanha não registra nenhuma doação de pessoa física ou de financiamento coletivo.

Com o teto de gastos fixado pelo TSE em R$ 10,6 milhões, a campanha já contratou R$ 6,77 milhões, embora o dinheiro efetivamente pago até agora seja bem menor: R$ 2,04 milhões.

Na ponta do lápis, o grosso do dinheiro tem ido para serviços prestados por terceiros, que levam 52% dos gastos contratados (R$ 3,53 milhões). A mobilização de rua e a militância vêm logo atrás, com R$ 864,8 mil (13%), seguidas de perto pelos materiais impressos de campanha, que custaram R$ 776,8 mil (11%).

O aparato jurídico e de apoio também pesa no orçamento: os honorários advocatícios somam R$ 670 mil (10%), enquanto os serviços contábeis ficaram em R$ 120 mil (2%). No quesito logística e propaganda de rua, a locação de veículos abocanhou R$ 300,2 mil (4%) e os carros de som consumiram R$ 246,5 mil (4%).

O restante do bolo se divide em faturas menores, como impulsionamento de redes sociais (R$ 90,6 mil), adesivos (R$ 57 mil), aluguel de imóveis (R$ 48 mil) e alimentação da equipe (R$ 42,9 mil), cada um respondendo por cerca de 1% das despesas. Despesas com combustíveis, água, material de escritório e encargos financeiros aparecem na retaguarda, com fatias inferiores a 1% do total geral.

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