Flávio Bolsonaro foi o mais votado em 268 locais de votação situados em áreas controladas ou sob influência de milícias no Rio, segundo levantamento do Metrópoles. | Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Política

ELEIÇÕES 2026 Flávio Bolsonaro venceu em 86% dos locais de votação em áreas de milícia no Rio

Levantamento do Metrópoles cruzou dados eleitorais com mapa de grupos armados e apontou liderança de Flávio em 268 locais de votação; Lula ficou à frente em 43

por: NOVO Notícias

Publicado 19 de outubro de 2026 às 12:24

O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato à Presidência da República mais votado em 86% dos locais de votação situados em áreas controladas ou sob influência de milícias na cidade do Rio de Janeiro, segundo levantamento publicado pelo Metrópoles. A análise cruzou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o mapa de grupos armados.

O levantamento apontou que Flávio ficou à frente em 268 locais de votação. Lula (PT) liderou em 43. Veja o mapa abaixo:

Nos locais analisados, Flávio recebeu mais de 440 mil votos, enquanto Lula somou 318 mil. Na cidade do Rio de Janeiro, o candidato do PL terminou o primeiro turno com 137 mil votos a mais que o petista.

Para fazer o cruzamento, a reportagem usou o Mapa de Grupos Armados, produzido pelo Instituto Fogo Cruzado em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF). A base reúne dados de 2024, segundo o Metrópoles.

O resultado da votação nesses locais não prova que milícias tenham interferido na escolha dos eleitores.

Emenda de R$ 199 mil

A reportagem também cita uma emenda parlamentar de R$ 199 mil destinada por Flávio a um projeto de futebol no Rio. Segundo a Folha de S.Paulo, a liberação dos recursos foi negociada em 2023 por uma assessora do senador com Robson Calixto, conhecido como Peixe.

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Calixto foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. De acordo com as reportagens, a Polícia Federal encontrou mensagens entre ele e a assessora e investiga suspeitas de desvio dos recursos.

A investigação, por si só, não comprova que o dinheiro tenha sido desviado nem estabelece responsabilidade criminal de Flávio Bolsonaro.

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