Sinai-RN divulga posicionamento sobre as eleições e os direitos dos servidores públicos. | Foto: Reprodução/Sinai-RN
Sindicato cita riscos aos direitos dos servidores, critica possíveis privatizações e cortes no orçamento e destaca medidas adotadas no Rio Grande do Norte
Publicado 19 de outubro de 2026 às 11:37
O Sindicato dos Servidores da Administração Indireta do RN (Sinai-RN) divulgou um posicionamento sobre o segundo turno das eleições e orientou seus filiados a votar no número 13 para derrotar o bolsonarismo. No texto, a entidade critica propostas que atribui a Flávio Bolsonaro (PL) e afirma que elas podem afetar os direitos dos trabalhadores e os serviços públicos.
Entre os pontos citados pelo sindicato estão possíveis mudanças nos concursos públicos, na estabilidade dos servidores e em benefícios como anuênios, quinquênios, licença-prêmio e progressões de carreira.
O Sinai-RN também critica uma proposta de privatização que, segundo o comunicado, abrangeria cerca de 95% das empresas estatais. A entidade ainda menciona cortes de R$ 250 bilhões e afirma que a medida poderia comprometer políticas públicas nas áreas de saúde, educação e assistência social, citando programas como Farmácia Popular, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.
Outro ponto questionado é uma proposta de pagamento por hora trabalhada, que o sindicato associa à PEC 12/2026 e a Rogério Marinho (PL). O comunicado também critica posições políticas que considera uma ameaça à democracia e às instituições.
No cenário estadual, o sindicato destaca as Leis Complementares nº 777 e nº 778/2025. Segundo a entidade, as normas estabeleceram uma política salarial permanente e a reestruturação de carreiras para cerca de 63,7 mil servidores públicos civis e militares.
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O Sinai-RN também informa que, durante os governos de Fátima Bezerra (PT), foram realizados 16 concursos públicos, com mais de 17 mil nomeações. A entidade defende a realização de novos concursos, a valorização das carreiras e o pagamento dos salários em dia.
Ao final do comunicado, o sindicato afirma que mantém independência em relação aos governos, mas defende os interesses dos trabalhadores. A entidade orienta sua base a votar no número 13 no segundo turno.
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