Flávio Bolsonaro recebeu de empresários um plano com propostas para a Previdência e o Bolsa Família. | Foto: Vittor Sales
Proposta prevê idade mínima de 67 anos para aposentadoria e mudanças no piso previdenciário e no Bolsa Família. A escala 6×1 também entrou na discussão
Publicado 15 de outubro de 2026 às 11:58
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu de empresários brasileiros um plano econômico que propõe elevar para 67 anos a idade mínima para aposentadoria e mudar regras da Previdência e do Bolsa Família.
O documento foi entregue durante um encontro com cerca de 500 empresários em São Paulo. As medidas são propostas do setor empresarial, e não há confirmação de que Flávio tenha assumido o compromisso de adotá-las.
Pelas regras gerais da Previdência, a idade mínima é de 65 anos para homens e 62 para mulheres.
O plano prevê elevar a idade mínima para 67 anos tanto para homens quanto para mulheres. A transição seria de quatro anos para eles e dez anos para elas.
Outra mudança proposta é separar o valor mínimo das aposentadorias do salário mínimo. Com isso, os benefícios poderiam deixar de ter reajustes ligados ao mínimo. O efeito sobre os valores pagos dependeria das regras adotadas.
O plano propõe rever as regras para entrar e continuar no Bolsa Família. Entre as medidas estão o cruzamento de dados, a atualização dos cadastros e visitas às casas das famílias.
As mudanças poderiam levar à saída de famílias do programa, dependendo dos critérios adotados. O documento não estima quantas famílias poderiam perder o benefício.
Os autores estimam que o conjunto de reformas fiscais e orçamentárias teria impacto de R$ 139,9 bilhões no curto prazo. O documento não informa quanto desse valor viria das mudanças na Previdência e no Bolsa Família.
A reunião também abordou possíveis mudanças na proposta de acabar com a escala 6×1, aprovana nesta quarta-feira (14) nos dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário. O texto prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantir dois dias de descanso remunerado por semana e manter os salários.
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Flávio declarou apoio ao fim desse modelo de jornada, mas defendeu mais flexibilidade nas negociações entre patrões e empregados. Após o encontro, também foi relatada a possibilidade de rever pontos da proposta caso seja eleito.
Até a publicação desta matéria, não havia confirmação de que Flávio adotaria as propostas para a Previdência e o Bolsa Família.
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