Edson Fachin determinou o envio ao STF de relatórios sobre menções a ministros no caso Master. | Foto: Gustavo Moreno/STF
Fachin determinou que a PF envie ao STF relatórios sobre menções encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, com informações sobre o contexto das conversas
Publicado 14 de outubro de 2026 às 17:28
A Polícia Federal (PF) começa nesta quarta-feira (14) a produzir relatórios sobre menções a seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a pelo menos dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) encontradas em conversas extraídas dos celulares de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, no caso Master.
A solicitação foi feita pelo presidente do STF, Edson Fachin, durante reunião na terça-feira (13) com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e outros integrantes da cúpula da corporação. Fachin pediu que todas as menções fossem encaminhadas ao Supremo, com informações sobre o contexto em que aparecem.
A presença dos nomes nos documentos não significa que os ministros serão investigados. Os relatórios terão caráter descritivo e servirão para mostrar em que contexto cada um foi mencionado. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá apresentar um parecer, e o plenário do STF avaliará se há motivo para abrir investigações.
Em fevereiro, a PF encaminhou a Fachin um relatório de cerca de 200 páginas com dados extraídos do celular de Vorcaro. O documento citava o ministro Dias Toffoli e reunia registros de contatos entre os dois, além de mensagens sobre pagamentos e negociações envolvendo a Maridt, empresa da família do magistrado, e o resort Tayayá, no Paraná.
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O documento reunia informações da investigação, mas não representava, por si só, um indiciamento. Em 12 de fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do caso Master, e André Mendonça assumiu o processo após sorteio no STF.
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