Flávio diz “sim” à 6x1, mas aliados planejam mudar regras. | Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Folha de S.Paulo e ICL Notícias relatam que candidato do PL sinalizou a aliados e empresários que defenderá mudanças; proposta de Rogério Marinho prevê outro modelo de jornada e remuneração
Publicado 14 de outubro de 2026 às 14:27
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, anunciou que votará a favor do fim da escala 6×1. Reportagens da Folha de S.Paulo e do ICL Notícias, porém, apontam que ele e aliados discutem rever a proposta caso vençam a eleição. A possibilidade contrasta com o apoio anunciado pelo senador na terça-feira (13).
Segundo o ICL Notícias, integrantes da campanha discutem buscar espaço no comando da Câmara e do Senado em 2027 para tentar retomar propostas alternativas à redução da jornada. A Folha informou que Flávio prometeu a aliados e empresários defender uma revisão do texto caso seja eleito.
Antes de declarar apoio à proposta, Flávio havia criticado o texto e defendido que o trabalhador tivesse mais liberdade para negociar a própria jornada. Segundo o ICL Notícias, o senador e integrantes de sua campanha participaram de sete iniciativas contrárias à redução da jornada, entre elas a apresentação de uma proposta alternativa e articulações para adiar a votação.
Na terça (13), o senador afirmou que votará conforme a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros. Ao mesmo tempo, fez ressalvas à proposta e defendeu que o governo federal arque com os custos da mudança para as empresas. “Os empresários estão sufocados, estão quebrados”, declarou.
Também na terça (13), Flávio participou de um encontro com empresários em São Paulo. Entre os participantes estavam Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Daniela Marques, integrante da equipe econômica da campanha.
Skaf critica a redução da jornada e já chamou a proposta de “irresponsabilidade total” e “PEC boca de urna”. Ele também defende que a votação fique para 2027.
Durante o segundo turno, a Fiesp também pagou por anúncios nas redes sociais contra a redução da jornada. Segundo levantamento na Biblioteca de Anúncios da Meta, os gastos para impulsionar publicações de Skaf chegaram a R$ 7 mil.
O senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, é um dos autores de uma proposta alternativa que também tem a assinatura do candidato. O texto prevê outras possibilidades para organizar a jornada e definir a remuneração dos trabalhadores.
A proposta em discussão no Senado prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantir dois dias de descanso remunerado e manter os salários. A redução seria implantada de forma gradual.
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Já a proposta de Rogério Marinho segue um caminho diferente. Para explicar o possível efeito sobre os salários, é necessário detalhar as regras de jornada e remuneração previstas no texto.
O ICL Notícias também informou que integrantes da equipe econômica da campanha disseram a representantes do mercado financeiro que aliados de Flávio pretendem rever a proposta. Daniela Marques, que integra essa equipe, já havia classificado a discussão sobre o fim da escala 6×1 como “populista e inócua”. A declaração contrasta com o apoio anunciado pelo senador.
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