Nidal Hasan foi condenado a morte por matar 13 pessoas em uma base militar norte-americana em 2009

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Barbárie EUA terão primeira execução pública em 90 anos; fuzilamento será transmitido ao vivo

Condenado pela morte de 13 pessoas em base no Texas em 2009, Hasan terá pena aplicada em 3 de dezembro após autorização de Donald Trump

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de outubro de 2026 às 09:04

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quinta-feira (8) que o público poderá acompanhar a execução da pena de morte de Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, ocorrido em 2009. A aplicação da sentença capital está programada para o dia 3 de dezembro e será executada por meio de um pelotão de fuzilamento.

Em entrevista concedida à emissora de televisão Real America’s Voice, o chefe do Pentágono afirmou que as Forças Armadas assegurarão que a população tenha acesso ao procedimento, sustentando que a visibilidade da execução tem por finalidade demonstrar de forma inequívoca o rigor das punições aplicadas pela Justiça norte-americana. As autoridades militares ainda não detalharam se o acompanhamento ocorrerá presencialmente no local ou por meio de transmissão via televisão e internet. Indagado sobre eventuais petições finais do condenado direcionadas ao presidente Donald Trump, Hegseth limitou-se a afirmar que a data está mantida. A sanção presidencial para o cumprimento da pena havia sido confirmada na segunda-feira (5) pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

A decisão estabelece precedentes históricos no sistema penal do país, onde a última execução pública registrada aconteceu no estado do Kentucky em 1936, ocasião em que Rainey Bethea foi enforcado perante uma multidão após condenação por estupro. No âmbito das cortes marciais norte-americanas, trata-se do primeiro fuzilamento desde 1945, quando o soldado Eddie Slovik foi executado na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, segundo dados da rede NPR. A última pena de morte aplicada contra um militar das Forças Armadas do país ocorreu em 1961, com o enforcamento de John A. Bennett no Kansas, condenado por estupro e tentativa de homicídio contra uma criança.

O fuzilamento permanece como modalidade atípica nos Estados Unidos, com autorização legal restrita a apenas cinco jurisdições estaduais — Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah —, conforme levantamento do Centro de Informações sobre a Pena de Morte. Em 2025, o estado da Carolina do Sul realizou a primeira execução por pelotão de tiro no país após um intervalo de 15 anos sem o emprego desse método.

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