Eleita senadora pelo RN, Samanda de Lula dedica vitória à governadora Fátima Bezerra - Foto: Reprodução

Opinião

Artigo “O que a vida quer da gente é coragem”

Fátima Bezerra é a maior vencedora destas eleições! E há uma razão especial para isso: ela não foi candidata

por: Michelle Ferret

Publicado 5 de outubro de 2026 às 16:42

A frase de Guimarães Rosa parece ter sido escrita para estes dias. Porque há vitórias que não cabem nos números de uma eleição. Há vitórias que se medem pelo caminho percorrido, pela coragem de enfrentar problemas antigos, pela capacidade de transformar um estado e, sobretudo, pela confiança que se constrói quando a política deixa de ser promessa e passa a ser presença.

Fátima Bezerra é a maior vencedora destas eleições! E há uma razão especial para isso: ela não foi candidata. Mesmo sem estar na urna, Fátima conseguiu participar decisivamente da construção de um resultado político expressivo: Samanda Alves chega ao Senado e Cadu de Lula chega ao segundo turno na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, levando a força de um projeto que tem a marca da transformação promovida no estado. Não é apenas uma vitória eleitoral. É o reconhecimento de uma trajetória. Ao longo dos últimos anos, o Rio Grande do Norte viu obras que pareciam impossíveis saírem do papel, serviços públicos serem fortalecidos e políticas que durante muito tempo ficaram apenas no discurso começarem a chegar à vida das pessoas.

As estradas foram recuperadas. Quilômetros de rodovias que estavam abandonados voltaram a receber investimentos, devolvendo segurança, mobilidade e dignidade a quem precisa se deslocar todos os dias pelo estado. Na saúde, a mudança também é concreta. Cirurgias foram agilizadas, filas foram enfrentadas e a regionalização começou a transformar uma velha realidade: a de que o potiguar precisava deixar sua cidade e, muitas vezes, sua região, para conseguir atendimento. Hoje, cada vez mais, o cuidado chega mais perto de onde as pessoas vivem. Hospitais regionais foram fortalecidos. A saúde passou a ser pensada não apenas para Natal, mas para todo o território potiguar.

Na educação, houve valorização dos professores, melhoria salarial e avanços nas carreiras. Na saúde, a construção e implementação de planos de carreira representam o reconhecimento de quem sustenta diariamente o serviço público. Na Segurança Pública, houve convocação, concursos, recomposição dos efetivos, investimentos e mais de 20 mil promoções, valorizando homens e mulheres que estão nas ruas protegendo a população.

E há ainda aquilo que durante décadas parecia um sonho distante: a duplicação da BR-304. Uma obra estratégica para o Rio Grande do Norte, fundamental para nossa economia, para a mobilidade e para a integração do estado. Um sonho que começou a ganhar forma porque houve capacidade de articulação política, diálogo com o Governo Federal e compromisso com o desenvolvimento do RN. Nos recursos hídricos, também há uma história que merece ser contada.

Oiticica. Uma obra esperada por gerações, fundamental para a segurança hídrica e para o futuro do nosso estado. A ela se somam investimentos em adutoras, barragens, sistemas de abastecimento e ações que enfrentam um dos maiores desafios históricos do Rio Grande do Norte: garantir água para as pessoas e para o desenvolvimento.

E quando olhamos para o conjunto, percebemos que não se trata de uma obra isolada, de uma estrada recuperada, de uma cirurgia realizada, de um professor valorizado ou de um policial promovido.

É um projeto de Estado! Um projeto que olha para a saúde, a educação, a segurança, a infraestrutura, os recursos hídricos, a agricultura, a habitação, a geração de emprego e renda, a ciência, a inovação e o desenvolvimento regional. Fátima não está na urna. Mas está na história desta eleição! Está na trajetória de quem escolheu construir pontes quando era mais fácil apontar culpados. De quem enfrentou crises profundas e, mesmo diante das dificuldades, continuou trabalhando. De quem entendeu que governar é cuidar do presente sem desistir de construir o futuro.

Por isso, talvez a maior vitória de Fátima nestas eleições não esteja apenas na eleição de Samanda para o Senado ou na chegada de Cadu ao segundo turno. Está na demonstração de que um projeto político pode sobreviver ao seu próprio tempo!

Quando uma governadora termina seu ciclo e consegue entregar ao povo um estado mais estruturado, mais preparado e com novas perspectivas, ela deixa de ser apenas uma governante.

Ela passa a fazer parte da história!

Governar também é coragem!

E talvez esta seja a maior vitória de todas: saber que aquilo que um dia parecia impossível pode, sim, tornar-se realidade. Porque quando a política encontra coragem, trabalho e esperança, o futuro deixa de ser promessa e começa a acontecer e se chama Fátima Bezerra!

Perfil

Michelle Ferret é Jornalista, roteirista e escritora. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Mestrado e Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente é subcoordenadora de Comunicação Social da ASCOM da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESAP). Atuou como repórter e redatora de veículos impressos e online como o Portal Terra e o jornal Tribuna do Norte. Atualmente é correspondente sem vínculo do veículo Estadão. Atuou como Assessora de Imprensa e Comunicação de diferentes instituições e atuou recentemente como docente na instituição Universidade Potiguar ministrando disciplinas nos cursos de Jornalismo, Cinema, Audiovisual, Publicidade, Design Gráfico, Design de Interiores e Design de Jogos. E também como professora dos cursos de Comunicação como substituta na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ministrando disciplinas como: Mídias Digitais, Escrita Criativa, Ética, Assessoria de Comunicação, entre outras. É roteirista dos curtas metragens: “Adeus, Te amo” (2016) e “Enquanto o Sol se Põe” (2018) e co roteirista e diretora de arte do longa metragem “Fendas” (2019). Tem publicado o livro “Amor, Substantivo Abstrato”, pela editora Burritos (SP). É autora das peças “Memórias do Alecrim”, “João ou eu Só queria ver os pássaros”.

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