Candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PL) - Foto: Reprodução

Eleições Inquérito da PF indica Jorge do Rosário como dono de R$ 400 mil apreendidos em Mossoró

Operação com apoio da CGU investiga suspeita de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro; candidato afirma que montante pagaria folha salarial de construtora

por: NOVO Notícias

Publicado 3 de outubro de 2026 às 08:42

A Polícia Federal apreendeu R$ 400 mil em dinheiro vivo durante uma ação de fiscalização deflagrada na quinta-feira (1º), em Mossoró, para apurar suspeitas de corrupção eleitoral e lavagem de capitais. Conforme o inquérito policial, que contou com o suporte da Controladoria-Geral da União (CGU), a quantia em espécie apreendida pertence a contas empresariais vinculadas ao empresário e candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PL) e foi sacada em agência bancária por seu irmão e sócio minoritário, José Ferreira do Rosário Neto.

As investigações tiveram início a partir de um relatório de inteligência emitido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que detectou uma operação atípica com o provisionamento de saque no valor exato de R$ 400 mil na conta corrente da empresa Repav Rosário Edificações e Pavimentação Ltda. A companhia tem o postulante ao Legislativo como sócio majoritário e administrador formal. Durante a abordagem policial, além das cédulas, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares, que serão periciados pela equipe técnica para avaliar se os recursos seriam destinados ilicitamente a atividades de campanha política no município.

Jorge do Rosário declarou à Justiça Eleitoral um dos maiores patrimônios individuais da disputa eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. Conforme dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os bens informados pelo político somam R$ 19.270.974,71.

Em nota oficial, a assessoria jurídica de Jorge do Rosário negou qualquer conexão entre o montante recolhido e sua campanha eleitoral. O comunicado assevera que o candidato está temporariamente afastado da rotina de administração e das operações rotineiras da empresa e que os R$ 400 mil destinavam-se ao cumprimento de compromissos estritamente privados da pessoa jurídica, voltados ao fechamento de mês para o pagamento de fornecedores comerciais e salários de funcionários. A defesa reiterou que as contas eleitorais do candidato obedecem às regras de transparência vigentes e manifestou confiança no esclarecimento do episódio pelas autoridades investigativas.

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