Flávio Bolsonaro comprou mansão de R$ 6 milhões em Brasília | Foto: Reprodução

Política

INVESTIGAÇÃO PF investiga empréstimo de R$ 3,1 milhões a Flávio Bolsonaro com juros abaixo da taxa do próprio BRB

Senador comprou mansão de R$ 6 milhões em Brasília com financiamento contratado em 2021; taxa de 3,71% ao ano ficou abaixo da média praticada pelo próprio banco

por: NOVO Notícias

Publicado 2 de outubro de 2026 às 13:08

A Polícia Federal investiga as condições do financiamento de R$ 3,1 milhões concedido pelo Banco de Brasília (BRB) a Flávio Bolsonaro (PL) para a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília. A operação, contratada em 2021, passou a ser analisada no inquérito que apura as relações entre o BRB e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O principal ponto analisado pelos investigadores é a taxa de juros de 3,71% ao ano aplicada ao financiamento. A taxa ficou abaixo dos 4,85% indicados como referência pelo próprio BRB para a operação naquele período. A PF apura em que condições o crédito foi autorizado e se houve flexibilização das regras internas do banco.

Na apuração, a PF analisa dados de uma auditoria independente contratada pelo próprio BRB. A análise busca esclarecer como a operação foi aprovada e se as condições oferecidas ao senador seguiram os critérios adotados normalmente pelo banco.

O financiamento tinha prazo inicial de 30 anos. Flávio, porém, quitou os R$ 3,1 milhões em cerca de três anos, 27 anos antes do prazo previsto no contrato. Quando a operação veio a público, Flávio declarou renda mensal de R$ 56 mil e afirmou ter capacidade financeira para pagar as parcelas.

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Na época da contratação, o BRB era presidido por Paulo Henrique Costa. Costa passou posteriormente a ser investigado no caso Banco Master e está preso preventivamente no âmbito dessas apurações. A apuração sobre o financiamento busca esclarecer as circunstâncias em que o crédito foi concedido a Flávio.

Até o momento, a investigação busca esclarecer se houve tratamento diferenciado ou alguma irregularidade na concessão do financiamento. A existência de uma taxa inferior à referência adotada pelo banco, isoladamente, não estabelece que tenha ocorrido favorecimento ou crime.