A médica Diana Taissa, mastologista da Liga, orienta que qualquer alteração suspeita, como nódulo, retração de pele, secreção sanguinolenta nos seios, deve ser investigada imediatamente, em qualquer idade.

Cotidiano

Saúde Outubro Rosa: Liga orienta sobre importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), até o fim de 2026, o Rio Grande do Norte deve registrar 1.160 novos casos da doença

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de outubro de 2026 às 12:12

Tipo de câncer mais frequente entre mulheres no Brasil, o câncer de mama corresponde a 30% de todos os tumores diagnosticados entre o público feminino. De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), até o fim de 2026, o Rio Grande do Norte deve registrar 1.160 novos casos da doença. Durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer intensifica as ações de orientação sobre a doença. 

Segundo a médica Diana Taissa, mastologista da Liga, a prevenção não é totalmente possível, em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença, e se baseia no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores. “Fatores genéticos e hereditários são responsáveis por apenas cerca de 10% dos casos, ou seja, a grande maioria das mulheres que desenvolvem a doença não tem histórico familiar. Por isso, a maior oportunidade de prevenção está nos fatores modificáveis: por meio de alimentação saudável, manutenção do peso adequado e atividade física regular, é possível reduzir em até 30% o risco de desenvolver câncer. O consumo de álcool e o tabagismo também merecem atenção, por estarem associados a maior risco”, explica.

As diretrizes das sociedades brasileiras de mastologia, radiologia e ginecologia orientam que mulheres entre 40 e 74 anos, com risco habitual para a doença, façam mamografia anualmente. Em 2025, o Ministério da Saúde ampliou os exames de rastreamento pelo Sistema de Saúde para incluir o público a partir de 40 anos. Já mulheres com risco elevado, histórico familiar forte ou mutação genética conhecida, como BRCA1 e BRCA2, devem iniciar o acompanhamento mais cedo, e podem necessitar de exames complementares, como a ressonância magnética.

A médica orienta ainda que qualquer alteração suspeita, como nódulo, retração de pele, secreção sanguinolenta nos seios, deve ser investigada imediatamente, em qualquer idade. “Quando o tumor é identificado em estágio inicial, os índices de cura podem chegar próximo a 100%. O diagnóstico inicial não é importante apenas para reduzir a mortalidade: traz melhores resultados no tratamento, com menor indicação e menor tempo de quimioterapia, cirurgias menos mutilantes, menor tempo de tratamento e, consequentemente, redução de custos para o paciente e para o sistema de saúde”, explica Diana Taissa.

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