Imagem de Nossa Senhora Aparecida e o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro | Fotos: Reprodução
A polêmica que associou o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto antigo envolvendo o título de Nossa Senhora Aparecida alcançou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações nas redes sociais em 55 horas, entre 24 e 26 de setembro. Segundo o Instituto Democracia em Xeque, o episódio foi o terceiro maior evento político em repercussão nas redes entre os casos monitorados pelo instituto em 2026.
Nas primeiras 24 horas, foram 669,9 mil publicações sobre o assunto. O pico chegou a 38,3 mil menções em uma hora. A discussão começou no campo religioso e rapidamente entrou no debate eleitoral. Depois, passou a envolver a correção de informações, decisões judiciais sobre conteúdos publicados nas redes e a discussão sobre liberdade de expressão.
A associação com Flávio ganhou força após a circulação de uma declaração feita por ele em agosto, quando justificou a ausência em um debate da Band. Na ocasião, o senador afirmou: “Eu quero debater com quem não acredita em Deus”. Na sequência, disse que, se eleito, um dos primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
O projeto citado nas publicações, porém, não foi apresentado por Flávio. Trata-se do Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli. A proposta alterava a lei que trata do feriado de 12 de outubro e previa trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto foi arquivado em 2008.
Flávio negou que apoie a retirada do título. A controvérsia ganhou força após uma reportagem da GloboNews sobre a reação de setores católicos. O canal corrigiu a informação e pediu desculpas.
Na sequência, o ministro André Mendonça, que atuava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de 1.125 publicações que associavam Flávio ao projeto. Neste domingo (27), porém, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão e determinou o restabelecimento das postagens retiradas pelo mesmo fundamento.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
A repercussão também trouxe de volta um episódio revelado pela Polícia Federal em 2025. Segundo o relatório final da investigação sobre a chamada “Abin Paralela”, o GSI pediu à Abin a produção de perfis de 152 bispos que haviam assinado, em 2020, uma carta com críticas ao governo Jair Bolsonaro em áreas como saúde, educação e cultura.
O episódio envolvendo os bispos não tem relação direta com o projeto de 2007, mas voltou ao debate nas redes sociais durante a nova polêmica envolvendo Flávio e Nossa Senhora Aparecida.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias