Namorado de universitária encontrada morta em condomínio é preso preventivamente em Fortaleza (CE)
A jovem de 22 anos foi localizada sem vida no condomínio do namorado no dia 13 de setembro; mãe da universitária cobrou respostas sobre a morte em vídeo nas redes sociais
Publicado 22 de setembro de 2026 às 14:12
A Polícia Civil do Ceará cumpriu, nesta terça-feira (15 de setembro), um mandado de prisão preventiva contra João Munhoz Neto, namorado da estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, que foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o suspeito.
O homem foi detido por agentes da corporação em um edifício residencial localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza, e encontra-se à disposição do Poder Judiciário.
A ordem de prisão cautelar foi expedida pelo Poder Judiciário com base em indícios de materialidade relacionados a dois artigos do Código Penal Brasileiro. O inquérito aponta enquadramento no artigo 122 — induzir, instigar ou prestar auxílio material para que alguém pratique suicídio ou automutilação — e no artigo 147, que tipifica o crime de ameaça.
O Tribunal de Justiça do Ceará informou por meio de nota oficial que os procedimentos e o andamento da investigação sobre as circunstâncias da morte da estudante universitária estão tramitando sob segredo de Justiça, visando preservar a identidade das partes e garantir o curso adequado das investigações criminais pela Polícia Civil.
Isabelle Caracristi cursava o segundo semestre da graduação de Direito. A universitária trabalhava como estagiária em um escritório de advocacia em Fortaleza, ambiente onde conheceu João Munhoz Neto. De acordo com o escritório onde prestava serviços, ela exerceu a função por cerca de 20 dias e solicitou desligamento espontâneo do quadro de estagiários no mês de agosto, alegando “razões de ordem pessoal”.
O falecimento da estudante ocorreu no dia 13 de setembro, quando seu corpo foi localizado no pátio do condomínio onde ela havia passado a morar com o namorado e com familiares dele, também no bairro Aldeota, em Fortaleza.
As circunstâncias da morte ganharam forte repercussão pública a partir da última sexta-feira. A comoção virtual iniciou-se após a mãe da universitária divulgar um vídeo nas redes sociais exigindo transparência nas apurações do caso e cobrando que a polícia investigasse a responsabilidade do namorado nas atitudes de desgaste emocional e ameaças que teriam antecedido a morte da jovem.
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