MPRN investiga ilegalidade no pagamento de gratificação pela Prefeitura de Mossoró

Cotidiano

Investigação MPRN investiga ilegalidade no pagamento de gratificação pela Prefeitura de Mossoró

Pagamentos irregulares da “GRAPS PLUS” teriam sido efetuados na Secretaria Municipal de Saúde; investigação acompanha apuração da comissão processante do município

por: NOVO Notícias

Publicado 22 de setembro de 2026 às 12:38

A 19ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Mossoró converteu em Inquérito Civil a investigação que apura supostas omissões e ilegalidades no pagamento da Gratificação por Desempenho e Produção de Serviços no Sistema Municipal de Saúde (GRAPS) por parte da Secretaria Municipal de Saúde da cidade. A portaria de conversão, publicada nesta terça-feira (22), foi assinada pelo promotor de Justiça Fábio de Weimar Thé.

O caso estava tramitando inicialmente sob a forma de Procedimento Preparatório desde o dia 25 de março de 2026. Diante do esgotamento do prazo legal para a fase preliminar e da necessidade de aprofundar o cruzamento de dados, o Ministério Público optou pela conversão em Inquérito Civil, etapa formal que permite dar prosseguimento à apuração probatória antes de decidir pelo arquivamento ou pela eventual propositura de uma Ação Civil Pública contra gestores ou servidores.

Em agosto, a folha salarial da Secretaria de Saúde de Mossorró foi de R$ 12 milhões.

Andamento da sindicância interna no município

Para justificar o andamento do inquérito e a pausa nas diligências diretas, o promotor destacou informações prestadas de forma oficial pela Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas de Mossoró (SEGEPE).

Em junho, a Prefeitura de Mossoró instituiu uma Comissão de Sindicância para apurar a origem, os atos administrativos e a legalidade da concessão e manutenção da rubrica “GRAPS Plus”. A portaria com a decisão foi assinada pelo secretário Rodrigo Salim Melo Cavalcante Forte e publicada no Diário Oficial.

A gratificação foi instituída em 2008 para servidores lotados na Gerência Executiva da Saúde em Mossoró, vinculando o pagamento mensal a critérios de produtividade, cumprimento de metas e faixas salariais específicas por categoria profissional, além de criar o “Prêmio Melhor Unidade Executora de Serviços de Saúde” para premiar trimestralmente as unidades com melhor desempenho qualitativo e quantitativo.

Determinações e prazos do Inquérito Civil

O promotor Fábio de Weimar Thé determinou a permanência dos autos em suspensão controlada na Secretaria Ministerial por um período de 60 dias corridos, enquanto aguarda o desenrolar das análises no âmbito da administração municipal de Mossoró.

Ao término desse prazo probatório, a Promotoria expedirá um novo ofício à SEGEPE requisitando, em um prazo máximo de 10 dias úteis, as atualizações finais sobre o andamento e o julgamento das irregularidades da Sindicância instaurada pela prefeitura. A conversão do procedimento em Inquérito Civil já foi comunicada ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (CAOP) do MPRN para fins de monitoramento estatístico.

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