Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da PF | Foto: Reprodução

Política

JUSTA CAUSA Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo após faltas não justificadas

Portaria publicada nesta segunda-feira (21) oficializa a demissão do ex-deputado do cargo de escrivão por abandono de cargo; ele está nos EUA desde 2025

por: NOVO Notícias

Publicado 21 de setembro de 2026 às 10:38

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PF) foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo, após faltar ao serviço por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a portaria, a demissão ocorreu pelo cometimento de “infração disciplinar de abandono de cargo”, caracterizada pela ausência injustificada ao serviço por período superior a 30 dias consecutivos.

Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e não retornou ao cargo na PF após perder o mandato de deputado federal. Ele havia ingressado na corporação em 2010, depois de ser aprovado em concurso para o cargo de escrivão.

A situação levou a PF a abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as faltas. A corporação concluiu o procedimento em julho e encaminhou o resultado ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão sobre a demissão.

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Em junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) também havia determinado a perda do cargo público de escrivão como parte da condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de reclusão por coação no curso do processo.

A decisão judicial e a demissão administrativa são medidas distintas. No caso do Ministério da Justiça, o desligamento foi aplicado após a conclusão do processo disciplinar por abandono de cargo.

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