Os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no plenário do STF. | Foto: Luiz Silveira/STF
Relatório da PF levantou a hipótese, sem apresentar provas, de que Mendonça teria “contemporizado” diante de suspeitas envolvendo Toffoli; Moraes questiona o fato de 180 documentos ainda estarem sob sigilo
Publicado 11 de setembro de 2026 às 14:22
O ministro André Mendonça estava havia cerca de sete meses à frente do caso quando tornou públicos documentos apreendidos no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que envolviam o ministro Alexandre de Moraes. A divulgação ampliou a crise entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto outros documentos do caso permaneciam sob sigilo.
Mendonça assumiu a relatoria do caso em fevereiro, depois que Dias Toffoli deixou a condução do processo, conforme O Potiguar. Segundo informações divulgadas pelo gabinete de Toffoli, o material obtido com as quebras de sigilo do celular de Vorcaro chegou ao Supremo depois de 12 de fevereiro, quando Mendonça já estava à frente da investigação.
Em 1º de setembro, Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro e que envolviam Moraes. O material também foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República.
A divulgação provocou um confronto público entre os dois ministros.
Outro relatório de inteligência da PF, divulgado posteriormente, levantou a hipótese de que Mendonça teria “contemporizado” diante de informações envolvendo Toffoli e Vorcaro. O documento não apresentou provas de que Mendonça tenha protegido Toffoli.
Moraes pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente do STF, Edson Fachin, que os procedimentos envolvendo os dois ministros sejam analisados juntos e defendeu a quebra integral do sigilo. Segundo Moraes, 180 documentos continuavam sob sigilo, mesmo após Mendonça retirar a restrição de acesso de parte do material.
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Na quinta-feira (10), Mendonça retirou o sigilo de 14 procedimentos, além do processo principal. A decisão ocorreu depois de Fachin pedir maior acesso aos autos antes da sessão extraordinária marcada para 15 de setembro.
A sessão deverá discutir o acesso aos documentos e a condução das apurações pelos ministros.
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