Elino da Silva Lima Paiva foi condenado a 22 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Josean Oliveira da Rocha | Foto: Reprodução

Cotidiano

JUSTIÇA Réu é condenado a 22 anos após simular assalto e executar homem dentro de barbearia no RN

Elino da Silva Lima Paiva confessou o assassinato e afirmou ter recebido dinheiro para matar Josean Oliveira da Rocha; jurados reconheceram homicídio qualificado por pagamento e recurso que dificultou a defesa

por: NOVO Notícias

Publicado 11 de setembro de 2026 às 15:44

Elino da Silva Lima Paiva foi condenado a 22 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Josean Oliveira da Rocha, morto a tiros dentro de uma barbearia em Alto do Rodrigues, no interior do Rio Grande do Norte. Segundo a investigação, o condenado entrou no estabelecimento de boné e máscara, simulou um assalto e, em seguida, atirou contra a cabeça da vítima.

O crime aconteceu em 9 de janeiro de 2025. Elino mandou que as pessoas que estavam na barbearia se deitassem no chão. Depois, atirou contra Josean. Nada foi roubado do local. A vítima foi socorrida e levada ao hospital, mas morreu no dia seguinte.

Após o crime, Elino fugiu em uma motocicleta. A Polícia Civil identificou o suspeito e conseguiu sua prisão por decisão judicial. Durante o interrogatório, ele confessou o assassinato e afirmou ter recebido dinheiro para matar Josean.

A investigação apontou que o pagamento teria sido feito pelo pai de uma mulher. A hipótese era de que Josean teria divulgado um vídeo íntimo. A alegação não foi comprovada, segundo as informações do caso.

Testemunhas que presenciaram o crime reconheceram Elino por meio de fotos e vídeos. A arma apontada na investigação foi um revólver calibre 38. O julgamento ocorreu em Mossoró, após o processo ser desaforado da Comarca de Pendências.

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Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe mediante pagamento e de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além do emprego de arma de fogo. A sentença determinou regime inicial fechado e execução imediata da prisão.

A investigação sobre outros possíveis envolvidos e um eventual mandante continua em inquérito separado.

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