Anúncio em rede social foi usado para atrair vítima em negociação de imóvel | Foto: Reprodução

Cotidiano

GOLPE Anúncio de casa no Facebook termina em prejuízo de quase R$ 80 mil em Mossoró

Homem se passou por sócio de empresa imobiliária, simulou financiamento e recebeu R$ 68 mil da vítima; condenado por estelionato, terá de pagar R$ 90 mil em indenizações

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de setembro de 2026 às 14:18

Um anúncio de imóvel no Facebook terminou com um prejuízo de quase R$ 80 mil para uma vítima em Mossoró, no Oeste potiguar. Segundo a sentença da 4ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró, um homem se passou por sócio de uma empresa do ramo imobiliário, ofereceu a construção de uma casa e recebeu dinheiro da vítima. Ele foi condenado por estelionato.

A negociação começou em setembro de 2020, depois que a vítima encontrou o anúncio na rede social. O acusado afirmou que a casa custaria R$ 340 mil e que 80% do valor seria financiado pela Caixa Econômica Federal. O restante seria pago em dez parcelas de R$ 3.800.

Segundo a sentença, o homem também levou a vítima até uma empresa que, segundo ele, pertencia ao irmão. No local, foram feitos um cadastro e uma simulação de financiamento.

A vítima pagou inicialmente R$ 10 mil e, nos meses seguintes, fez outros pagamentos solicitados pelo acusado. Ao todo, transferiu R$ 68 mil. Quando tentou visitar o local onde a casa estaria sendo construída, recebeu justificativas de que isso não seria possível por causa das restrições da pandemia.

A vítima passou a desconfiar ainda mais quando faltava cerca de um mês para a suposta entrega do imóvel e o acusado informou que a obra estava parada. Depois, apresentou uma suposta escritura de três terrenos como forma de devolver o dinheiro.

Ela descobriu que o terreno escolhido não pertencia ao acusado e que o documento apresentado era falso. Em seguida, recebeu um cheque de R$ 80 mil, mas descobriu que a conta usada para a emissão estava encerrada.

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Na sentença, a magistrada entendeu que o caso não se tratava apenas de um problema contratual. Para ela, as provas mostraram que o acusado agiu com o objetivo de obter vantagem ilícita.

O homem foi condenado a um ano de reclusão, mas a pena foi substituída por restritivas de direitos. Ele também terá de pagar R$ 80 mil por danos materiais e R$ 10 mil por danos morais à vítima.

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