Alexandre de Moraes e André Mendonça são ministros do Supremo. | Foto: Luiz Silveira/STF

Cotidiano

CRISE NO SUPREMO Moraes x Mendonça: o que está por trás da briga no STF

Alexandre de Moraes pediu investigação de André Mendonça por supostas irregularidades; Fachin retirou pedido do Inquérito das Fake News e deu prazo para manifestações

por: NOVO Notícias

Publicado 4 de setembro de 2026 às 19:30

O ministro Alexandre de Moraes pediu a investigação do colega André Mendonça por supostas irregularidades na condução de investigações relacionadas à Polícia Federal. O pedido foi apresentado no Inquérito das Fake News, mas o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (4) que a solicitação seja retirada do processo e encaminhada para outro procedimento.

Fachin também deu prazo de cinco dias para que Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o pedido de investigação e os fatos apresentados por Moraes. A decisão ocorre em meio ao aumento da tensão entre os dois ministros, após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF relacionado às investigações sobre o Banco Master.

O que Moraes aponta contra Mendonça

Na manifestação enviada a Fachin, Moraes apontou suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Segundo Moraes, Mendonça teria interferido na condução de investigações, atuado de forma irregular em tratativas de colaboração premiada e direcionado apurações por razões pessoais e políticas. As alegações são de Moraes e ainda serão analisadas no procedimento.

E o que Fachin decidiu?

Fachin retirou o pedido de investigação contra Mendonça do Inquérito das Fake News e determinou que ele seja anexado a outro procedimento, que ficará sob sua relatoria. No mesmo procedimento, Fachin também reuniu informações relacionadas a questionamentos de Mendonça sobre a atuação de Moraes.

O que é o Inquérito das Fake News?

O Inquérito 4.781 foi aberto em março de 2019, durante a presidência de Dias Toffoli no STF, e ficou sob relatoria de Alexandre de Moraes. O objetivo é investigar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra o Supremo, seus ministros e familiares.

Desde então, a investigação passou a envolver diferentes episódios e pessoas. O STF afirma que o inquérito também apurou possíveis esquemas de financiamento e divulgação em massa de conteúdos contra a Corte e seus integrantes nas redes sociais.

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Instaurado em 2019, o inquérito continua em andamento e é alvo de questionamentos. Agora, o embate entre Moraes e Mendonça voltou a colocar o inquérito no centro da tensão interna do Supremo.

Fachin ainda deverá analisar as manifestações antes de decidir sobre a admissibilidade e a regularidade do pedido.

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