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Brasil

STF Moraes nega pedido e proíbe filhos de visitarem Bolsonaro no Dia dos Pais

Defesa do ex-presidente solicitou liberação excepcional de Flávio, Carlos e Jair Renan por caráter humanitário, mas ministro do STF manteve suspensão geral de visitas por descumprimento de cautelares.

por: NOVO Notícias

Publicado 8 de agosto de 2026 às 19:17

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou neste sábado (8) o requerimento da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que solicitava uma autorização excepcional para que seus filhos o visitassem na tarde deste domingo (9), dia dos Pais. Com a decisão, os políticos Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro permanecem impedidos de ter contato presencial com o pai.

O pedido protocolado pelos advogados na última quarta-feira (5) argumentava que o encontro possuía finalidade “estritamente humanitária e familiar” com o intuito de preservar os laços afetivos. No entanto, em seu despacho técnico, o magistrado declarou o pedido prejudicado, fundamentando que a ordem de suspensão total de visitas por 30 dias, imposta em 17 de julho com base na Lei de Execuções Penais, segue plenamente ativa e inalterada.

As restrições ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, foram endurecidas após o STF constatar o descumprimento de medidas cautelares anteriores. O estopim para o isolamento ocorreu quando o senador e atual pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou nas redes sociais uma carta escrita à mão pelo pai contendo orientações de cunho político e eleitoral.

Pelas normas determinadas por Moraes, manifestações públicas de Bolsonaro por intermédio de terceiros ou plataformas digitais são proibidas. Além da suspensão geral, o ministro fixou um veto específico de 90 dias a visitas de caráter político até o término do pleito municipal de outubro, visando impedir articulações de campanha dentro do ambiente de reclusão.

O deputado Eduardo Bolsonaro não constava na lista de solicitações por estar residindo nos Estados Unidos. No cenário atual, a rotina de Jair Bolsonaro está rigidamente restrita. Segundo o regulamento mantido pelo Supremo Tribunal Federal, estão validadas apenas: atendimentos médicos contínuos, sessões de tratamento fisioterapêutico e reuniões presenciais de trabalho com seus advogados de defesa.

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