Movimentação de cargas no Porto de Natal; exportações do RN tiveram queda em julho | Foto: Sandro Menezes/Assecom

Economia

ECONOMIA Exportações do RN têm pior resultado em 12 meses e queda chega a 28,9%

Dados do MDIC mostram que vendas do Rio Grande do Norte ao exterior somaram US$ 62,9 milhões em julho, menor valor dos últimos 12 meses; saldo comercial continuou positivo, mas ficou mais apertado

por: NOVO Notícias

Publicado 7 de agosto de 2026 às 19:10

As exportações do RN registraram em julho de 2026 o menor resultado dos últimos 12 meses, com US$ 62,9 milhões em vendas para o exterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O valor representa uma queda de 28,9% na comparação com julho de 2025. Apesar da redução, o Estado fechou o mês com saldo positivo na balança comercial de US$ 16,7 milhões, porque exportou mais do que importou.

No mesmo período, o cenário nacional foi diferente. O Brasil teve crescimento de 6,2% nas exportações em julho, alcançando US$ 34,1 bilhões e mantendo superávit comercial de US$ 7,1 bilhões, conforme O Poti News..

Para Pedro Albuquerque, assessor-técnico do Observatório da Indústria Mais RN, o resultado potiguar exige atenção, apesar do saldo positivo. “O superávit é consideravelmente mais estreito que o do mesmo mês de 2025, o que aponta para uma tendência mais desafiadora para o segundo semestre”, afirmou.

Segundo o especialista, a redução está ligada principalmente ao desempenho de produtos que têm grande peso na pauta exportadora do Estado, como óleos combustíveis e minerais preciosos. “O primeiro vem passando por reduções sucessivas e arrefecimento de produção no Estado; já o segundo tem se consolidado recentemente”, explicou.

O ouro foi o principal produto vendido pelo RN ao mercado externo em julho, respondendo por 45,1% das exportações, com movimentação de US$ 28,4 milhões. Em seguida aparecem os óleos combustíveis de petróleo, com 28,3%, e frutas e nozes, com 5,7%.

Produtos tradicionais enfrentam dificuldades

Além do comportamento dos combustíveis e do ouro, setores tradicionais da economia potiguar, como sal, pescado e doces, enfrentam impactos provocados por mudanças tarifárias e pelo cenário de incerteza no mercado norte-americano.

A Federação das Indústrias do Estado do RN (Fiern) defende a diversificação da pauta exportadora para reduzir a dependência de poucos produtos e ampliar a participação de segmentos como frutas, pescados, sal e produtos têxteis.

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Para os próximos meses, a expectativa é de recuperação com novos embarques, incluindo a previsão do primeiro envio de gado vivo do Nordeste pelo Porto de Natal, além da retomada de exportações de pescado e frutas.

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