Vistoria preventiva identifica grade danificada em cela de presídio em Ceará-Mirim
Dano na estrutura de ferro foi localizado nesta quarta-feira (12) durante vistoria de rotina; direção pondera que outros dispositivos de segurança impediriam fuga de detentos
Publicado 12 de agosto de 2026 às 13:27
Policiais penais do Rio Grande do Norte identificaram uma grade serrada no interior da Cadeia Pública de Ceará-Mirim, na Região Metropolitana de Natal, durante uma ação de fiscalização preventiva realizada nesta quarta-feira (12). O dano na estrutura metálica foi detectado pelas equipes de segurança de plantão, e o caso será submetido a procedimentos administrativos de apuração para identificar os responsáveis.
Em pronunciamento sobre a ocorrência, a coordenação da unidade prisional esclareceu que, embora a avaria na cela tenha sido detectada, a situação não chegou a se configurar como uma tentativa de fuga iminente. De acordo com as autoridades, os internos envolvidos na ação ainda teriam de superar outros mecanismos físicos de contenção e barreiras de segurança externa para conseguir acessar o perímetro de fora da cadeia.
Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-RN), a identificação da grade danificada evidencia o papel das vistorias e rondas preventivas diárias programadas para o sistema carcerário. A fiscalização contínua visa diagnosticar avarias prediais e apreender objetos proibidos, agindo para conter riscos disciplinares antes que evoluam para ocorrências de maior gravidade, como motins ou fugas.
As revistas sistemáticas em celas, checagens de estruturas de ferro e inspeções físicas seguem sendo executadas por policiais penais em todas as unidades prisionais do Rio Grande do Norte, em conformidade com as diretrizes e os protocolos de segurança pública vigentes.
Na último dia 07 de agosto, durante vistoria de rotina e revistas preventivas, os agentes identificaram que detentos haviam quebrado a parede de uma das celas e removido ferragens para abrir um duto de escape. A ação foi camuflada com uma massa improvisada para ocultar os danos estruturais e enganar a fiscalização.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) e o Sindicato dos Policiais Penais (Sindppen-RN), a intervenção foi detectada em estágio inicial, o que impediu qualquer possibilidade concreta de evasão. No momento da inspeção, os internos foram deslocados para o pátio de banho de sol, permitindo que a equipe técnica avaliasse a extensão dos danos na área de ventilação e reforçasse os protocolos de vigilância.
A unidade prisional possui capacidade para 603 internos e conta com 78 celas distribuídas em três pavilhões, incluindo alas destinadas ao isolamento e segurança máxima. Após o flagrante, os envolvidos foram isolados para a aplicação de medidas disciplinares. A atuação rápida das equipes de plantão garantiu a manutenção da ordem e a integridade da infraestrutura do complexo.
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