Mauro Vieira comentou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para o tarifaço sobre produtos brasileiros. | Foto: Reprodução
Chanceler Mauro Vieira classificou como “descabidas” as alegações dos Estados Unidos sobre o sistema de pagamentos e voltou a afirmar que a medida tem motivação política
Publicado 16 de julho de 2026 às 15:52
Os Estados Unidos citaram o Pix como uma das justificativas para aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, e a reação do governo federal veio nesta quinta-feira (16). Em declaração à imprensa, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as alegações são “descabidas” e voltou a defender o sistema de pagamentos criado pelo Banco Central.
“As alegações sobre o Pix são descabidas. Não é sério falar sobre prática desleal em relação ao Pix”, declarou o chanceler durante pronunciamento no Palácio Itamaraty.
Segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Pix teria prejudicado empresas americanas de pagamentos eletrônicos ao oferecer um sistema gratuito aos usuários.
Em publicação, o órgão afirmou que o Banco Central brasileiro teria atuado como regulador para favorecer o Pix em detrimento de provedores dos Estados Unidos.
Mais cedo, Mauro Vieira participou de uma reunião com o presidente Lula (PT) e integrantes da equipe de governo para discutir as medidas adotadas pelos Estados Unidos e definir a resposta brasileira.
Durante a declaração, o ministro também voltou a afirmar que o governo brasileiro vê “motivação política” na decisão americana de elevar as tarifas sobre produtos do Brasil.
Segundo ele, após a carta enviada pelo presidente Donald Trump ao presidente Lula, em 9 de julho de 2025, as tarifas foram ampliadas e passaram a incluir referências ao processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Vieira afirmou ainda que, apesar da posição do governo brasileiro sobre a motivação da medida, o Brasil participou das tratativas com os Estados Unidos desde a abertura da investigação comercial, mantendo reuniões e contatos entre representantes dos dois países para discutir o tema.
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