Idosos também podem ser doadores vivos de órgãos. | Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

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SAÚDE Setembro Verde: pessoas com mais de 60 anos também podem ser doadoras de órgãos em vida

Segundo o Ministério da Saúde, a idade, sozinha, não é uma contraindicação automática. O que será avaliado é a condição de saúde do possível doador e o risco do procedimento para ele

por: NOVO Notícias

Publicado 27 de setembro de 2026 às 18:51

Aos 69 anos, Arivaldo Sampaio decidiu doar um dos rins ao filho, que havia perdido a função do único rim e precisava de um transplante. Em 2023, depois de passar por uma série de exames, ele foi considerado apto para a doação. A idade, sozinha, não foi um impedimento.

O filho de Arivaldo fazia hemodiálise quase diariamente. Diante da necessidade do transplante, familiares se colocaram à disposição para doar. Arivaldo teve compatibilidade total com o filho.

Segundo o Ministério da Saúde, a doação em vida pode envolver um dos rins e partes de alguns órgãos, desde que o possível doador passe por avaliação médica e seja considerado apto para o procedimento.

Mas quem tem mais de 60 anos pode doar? Pode. A idade, sozinha, não é uma contraindicação automática. O que será avaliado é a condição de saúde do possível doador e o risco do procedimento para ele.

No caso de Arivaldo, os exames avaliaram a saúde do rim e se ele poderia continuar saudável após a retirada do órgão. Três anos depois, ele mantém uma rotina de corrida, musculação e alongamento e faz acompanhamento anual no Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde o transplante foi realizado.

Depois dos 60, avaliação é mais detalhada

O nefrologista Geraldo Freitas, da Unidade de Transplantes do HUB, explica que a avaliação do doador vivo precisa ser cuidadosa porque o procedimento é feito em uma pessoa saudável que decidiu doar voluntariamente.

Depois dos 60 anos, a investigação tende a ser ainda mais detalhada. A equipe avalia fatores como pressão alta, diabetes, problemas cardiovasculares e funcionamento dos rins, além de exames de sangue, urina e imagem.

A decisão também leva em conta a expectativa de vida, o estado geral de saúde e a possibilidade de a pessoa permanecer saudável com apenas um rim. “É uma avaliação completa do doador”, explicou o médico.

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Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, segundo o Sistema Nacional de Transplantes. Ainda assim, 49,4 mil pessoas aguardam um transplante no país.

Pela legislação brasileira, a doação em vida pode ser feita entre parentes dentro dos graus previstos em lei e entre cônjuges, observadas as regras específicas para cada caso. Para doadores sem vínculo de parentesco previsto na legislação, há necessidade de autorização judicial.

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