Rogério Marinho acusou o chefe da AGU de conduta político-partidária. Jorge Messias cobrou explicações sobre as movimentações financeiras atribuídas à campanha de Flávio Bolsonaro. Fotos: Agência Senado
Na publicação original no X (antigo Twitter), Messias criticou um “candidato a Presidente da República que procurou o dono do Banco Master para pedir milhões em benefício da própria família”
Publicado 24 de setembro de 2026 às 16:00
O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), trocaram críticas públicas por meio das redes sociais nesta quinta-feira (24). Marinho, que atua como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), repercutiu uma declaração em vídeo de Messias sobre um pedido de recursos financeiros feito a uma instituição bancária.
Na publicação original no X (antigo Twitter), Messias criticou um “candidato a Presidente da República que procurou o dono do Banco Master para pedir milhões em benefício da própria família”.
Tem candidato a Presidente da República que procurou o dono do Banco Master para pedir milhões em benefício de sua própria família. Enquanto isso, o Banco Master foi acusado de tentar fraudar o povo brasileiro e obter, indevidamente, bilhões dos cofres públicos, inclusive de… pic.twitter.com/98J6XNfAiZ
— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) September 24, 2026
Em resposta ao conteúdo, Rogério Marinho acusou o chefe da AGU de conduta político-partidária no exercício do cargo.
“Quando o advogado geral da união se comporta como militante do PT e abre mão de sua função institucional, só nos resta como brasileiros dar o cartão vermelho a ele e toda a caterva do PT, que usa o Estado brasileiro sem nenhuma cerimônia como extensão do partido”, escreveu o parlamentar potiguar.
Quando o advogado geral da união se comporta como militante do PT e abre mão de sua função institucional, só nos resta como brasileiros dar o cartão vermelho a ele e toda a caterva do PT, que usa o Estado brasileiro sem nenhuma cerimônia como extensão do partido . Basta de… https://t.co/6Z0qd056Qs
— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) September 24, 2026
A resposta da AGU
Na sequência, Jorge Messias rebateu o posicionamento do senador, cobrando explicações sobre as movimentações financeiras atribuídas à campanha adversária.
“Meu Prezado Senador, o senhor não precisava passar esse recibo. O senhor poderia fazer um favor para o povo? Já que seu candidato não consegue explicar o destino da grana, faz essa gentileza para todo o Brasil. Estamos esperando ansiosamente. Um abraço!”, publicou o advogado-geral da União.
Meu Prezado Senador,
O senhor não precisava passar esse recibo. O senhor poderia fazer um favor para o povo?
Já que seu candidato não consegue explicar o destino da grana, faz essa gentileza para todo o Brasil. Estamos esperando ansiosamente. Um abraço! https://t.co/yePK62dxsL
— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) September 24, 2026
Indicação ao STF
Jorge Messias chegou a ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas teve o nome rejeitado pelo plenário do Senado Federal em abril de 2026. Em maio, o presidente declarou que pretende apresentar novamente o nome do advogado-geral para a Corte.
Na ocasião, Lula defendeu a trajetória profissional de Messias e sustentou que o resultado negativo na Casa legislativa teve motivação partidária.
“Ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque é um dos melhores advogados deste país. Não foi derrotado por ter alguma ficha suja na vida dele. É um dos homens mais íntegros deste país. Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, afirmou o presidente da República.
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